Síndrome Respiratória do Médio Oriente já matou 55 pessoas na Arábia Saudita

Síndrome Respiratória do Médio Oriente já matou 55 pessoas na Arábia Saudita

 

Lusa / AO online   Internacional   24 de Nov de 2013, 11:46

O ministro da Saúde da Arábia Saudita anunciou hoje que a Síndrome Respiratória do Médio Oriente Coronavírus (MERS-Cov) matou mais uma pessoa, elevando para 55 o número de pessoas que morreram por causa deste vírus no país.

 

De acordo com a informação divulgada pelo ministro no seu site oficial, a vítima é um homem saudita de 37 anos, que faleceu em Riade.

A Organização Mundial de Saúde diz ter sido informada da existência de 155 casos a nível mundial, confirmados por testes de laboratório, incluindo 64 mortes, a maior parte das quais na Arábia Saudita.

Os especialistas lutam para compreender a doença, não tendo sido encontrada até agora uma vacina.

Este vírus é considerado já o mais mortífero, mas menos transmissível, “primo” do Síndrome Severo de Respiração Aguda (SARS, na sigla em inglês), que irrompeu na Ásia em 2003 e infetou 8.273 pessoas, nove por cento das quais morreram.

À semelhança do SARS, o MERS parece causar uma infeção pulmonar, com os doentes a manifestarem febre, tosse e dificuldades respiratórias.

Mas difere do SARS ao causar de forma rápida uma incapacidade renal e apresentar uma extremamente elevada taxa de mortes, que está a causar uma séria preocupação.

Entretanto, a doença chegou já à Europa e o primeiro caso em Espanha foi conhecido no dia 06 de novembro, através de um comunicado do Ministério da Saúde espanhol, dando conta tratar-se de uma mulher que tinha acabado de regressar da Arábia Saudita.

A doença foi detetada apenas em mais outros quatro países europeus – Alemanha, França, Itália e Reino Unido –, para além da Arábia Saudita, sempre em pessoas que tinham viajado recentemente para o Médio Oriente.

Em agosto, os investigadores mencionaram os camelos da Arábia como possíveis hospedeiros do vírus.


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