Sérvia e Rússia não aceitam independência do Kosovo


 

Lusa / AO online   Internacional   16 de Nov de 2007, 15:52

A Sérvia e a Rússia consideraram "inaceitável" o anúncio feito por dirigentes albaneses do Kosovo de que vão proclamar unilateralmente a independência da província a 10 de Dezembro.
"A Sérvia e a Rússia não vão aceitar actos unilaterais que violam a soberania e a integridade territorial da Sérvia como Estado internacionalmente reconhecido", lê-se num comunicado sérvio emitido a seguir a uma reunião entre o primeiro-ministro sérvio, Vojislav Kostunica, e o vice-presidente russo, Alexandre Zhukov.

Segundo Belgrado, a delegação sérvia nas negociações sobre o Kosovo vai apresentar, na próxima ronda prevista para terça-feira em Bruxelas, "novos argumentos a favor dos aspectos funcionais e sustentáveis da proposta sobre a autonomia fundamental" que a Sérvia oferece ao Kosovo.

A última fase de negociações sobre o futuro estatuto do Kosovo, iniciada em Agosto sob os auspícios da ONU e mediação dos Estados Unidos, Rússia e União Europeia, termina a 10 de Dezembro, data em que a 'troika' vai apresentar o seu relatório à ONU sobre os resultados do processo.

O comunicado reitera que a questão do estatuto deve ser encontrada no quadro do Conselho de Segurança das Nações Unidas, sem limites de tempo, e resultar de um acordo entre sérvios e kosovares.

Quinta-feira, o primeiro-ministro do Kosovo, Agim Ceku, rejeitou qualquer acordo com a Sérvia sobre o estatuto da província e insistiu que declarará a independência depois de 10 de Dezembro.

Num artigo publicado no The Wall Street Journal, Agim Ceku afirmou que "a discussão sobre o estatuto chegou ao fim de um beco sem saída: a Sérvia não pode admitir que a independência é inevitável, e nós sabemos que é, e que não se pode adiar, nem melhorar".

O conflito em torno do estatuto do Kosovo, província sérvia de população maioritariamente albanesa administrada desde 1999 pelas Nações Unidas, está a marcar em simultâneo as eleições legislativas e municipais deste sábado, com o anunciado boicote da minoria sérvia e a previsão de uma elevada abstenção entre os albano-kosovares.

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