Sentença do Prestige lida esta quarta-feira no Tribunal Superior de Justiça da Galiza


 

Lusa/AO Online   Internacional   13 de Nov de 2013, 07:56

Onze anos depois de o naufrágio do petroleiro Prestige na costa da Galiza ter causado, em novembro de 2002, a maior catástrofe ambiental da história de Espanha, é lida esta quarta-feira a sentença do julgamento dos responsáveis.

 

O megaprocesso, o maior de sempre realizado na Galiza, foi concluído para sentença a 10 de julho depois de mais de 400 horas em 89 sessões ao longo de um período de oito meses em que foram ouvidos 204 testemunhas e peritos.

Estão acusados no processo o capitão do Prestige, o grego Apostolos Mangouras, o chefe de máquinas do navio, o também grego Nikolaos Argyropoulos, e o ex-diretor geral da Marinha Mercante de Espanha, José Luis López Sors, que enfrentam penas de prisão entre cinco e 12 anos.

Dezenas de jornalistas estão acreditados para acompanhar a leitura da sentença pelo magistrado Juan Luis Pia.

A procuradoria pediu, por responsabilidade civil, 4.328 milhões de euros de indemnizações pelos danos causados pela 'maré negra' provocada pelo naufrágio do petroleiro, mas não pediu prisão efetiva para os acusados, todos com mais de 70 anos.

O processo, que envolveu mais de 133 testemunhas, 98 peritos, 51 advogados e 21 procuradores, custou mais de um milhão de euros e teve que se realizar, pela sua dimensão, no recinto de feiras de A Corunha.

Durante o processo, a procuradoria argumentou que a condenação do capitão do navio é a única alternativa para conseguir que a operadora e a seguradora do Prestige, ‘Universe Maritime’e ‘London P&I Club’, respetivamente, cumpram o pagamento do seguro de mil milhões de dólares que tinham subscrito.

A armadora ‘Mare Shipping’, por sua vez, já disse que não tem intenção de fazer qualquer pagamento além dos 22 milhões de euros que se viu obrigada a depositar no tribunal que instruiu a causa.

O Prestige, com pavilhão das Bahamas, partiu-se em dois e afundou-se em 19 de novembro de 2002, depois de seis dias à deriva em águas ao largo de A Corunha.

O naufrágio provocou o derrame de mais de 67.000 toneladas de fuel que afetou mais de 1.700 quilómetros de litoral, desde Portugal até França.


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