Revista de imprensa nacional

O risco de Portugal ter de recorrer ao FMI, as restrições e preparativos da cimeira da NATO e os cortes salariais no Banco de Portugal e na CGD são temas em destaque na imprensa de hoje.


“Risco elevado de Portugal ter de pedir ajuda à Europa”, escreve o Jornal de Notícias em manchete, adiantando que a “descida da dívida indica que o mercado acredita na necessidade de ajuda”.

O Diário de Notícias diz, por seu lado, que o “Governo recusa pedir ajuda mesmo que a Irlanda o faça” enquanto o jornal i ironiza com as declarações do ministro das Finanças, chamando-lhe “Dr. Teixeira e sr. dos Santos” por ter dito no mesmo dia que “há um risco elevado de recorrer ao FMI” e que “o pedido de ajuda não está iminente”.

A poucos dias do início da cimeira da NATO, na sexta feira, os jornais destacam os preparativos, com o DN a noticiar que os “manifestantes de cara tapada serão detidos pela polícia” e que “presidentes, diplomatas e manifestantes [vão ser] atendidos em hospitais diferentes”.

O JN lembra que a “fiscalização policial volta às fronteiras até sábado” e o i destaca ter conseguido comprar “na Expo materiais para fazer uma bomba por 19 euros”.

O Público refere também que os blindados pedidos pela PSP só “chegam em cima da cimeira” e o Diário Económico salienta uma entrevista ao ministro da Defesa na qual Augusto Santos Silva defende a manutenção de “um comando da NATO em Portugal”.

Os cortes salariais continuam a preencher as primeiras páginas, com o Diário Económico a fazer manchete com “Banco de Portugal também vai cortar salários mais altos”.

Segundo o jornal, o BCE deu liberdade ao Banco de Portugal para decidir se corta os salários dos seus funcionários e a instituição decidiu que, por uma questão de moralização, vai seguir a regra imposta a toda a função pública.

O Público também destaca os cortes salariais mas na Caixa Geral de Depósitos, escrevendo “CGD teme fuga de quadros se for obrigada a aplicar cortes salariais” e quer ficar de fora das medidas de austeridade.

No Jornal de Notícias, a manchete também é sobre a CGD e diz “Caixa quer vender todas as seguradoras”, um cenário previsto no plano de reestruturação do banco, que prevê a criação de uma companhia para vender seguros associados a produtos bancários.

O DN refere ainda que José Sócrates vai recandidatar-se à liderança do PS em março e só admite sair do Governo se perder novas eleições e adianta ainda que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, reiterou que o país “não aguenta” mais instabilidade em 2011.

Já o Público noticia que o apoio do PSD a Cavaco Silva só teve um voto contra, sendo que Passos Coelho transmitirá esse apoio hoje a Cavaco.

O Jornal de Negócios destaca que o PSD cede a novas medidas do Governo para baixar défice, aceitando cortes de despesa e receita não fiscal, enquanto o Diário Económico escreve que Bruxelas força Governo a detalhar planos orçamentais.

As portagens nas SCUT também soa “puxadas” às capas, com o i a dizer que estas autoestradas podem sofrer um aumento maior que as outras em 2011 e o Público a contar que cidadão inglês tentou pagar a portagem numa SCUT mas não conseguiu.

O Correio da Manhã faz manchete com “Ouro roubado à porta do ministro”, descrevendo um assalto milionário a uma ourivesaria no Saldanha que fica a 40 metros da casa do ministro das Finanças.

O semanário O Diabo salienta que “Desemprego empurra 75 mil para a emigração”, sublinhando que a média está acima dos números dos anos 60 do século XX.

Os desportivos fazem manchete com o Benfica e o Sporting, com A Bola a escrever “Há tango na Luz”, referindo-se ao quinteto argentino (Saviola, Aimar, Gaitán, Salvio e Jara) dizendo que devolveu “magia ao futebol” do clube.

O Jogo diz em manchete que Nuno Gomes “é finito”, adiantando que Jorge Jesus imita o que Ivic fez há 23 anos a Bibota, ídolo que deu nome ao capitão da Luz.

No Record, o destaque é dado a declarações do treinador do Sporting, Paulo Sérgio, que defende que quem joga no clube “tem de ser responsável”, na sequência da expulsão de Maniche a 15 minutos do final do jogo com o V. Guimarães (3-2).

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Informação transmitida pela GNR impede tripulação de veleiros de desembarcar no porto das Lajes das Flores, mesmo sendo proveniente do espaço Schengen. Economia local pode sofrer impacto, visto que anualmente chegam, em média, cerca de 300 veleiros à ilha. Tema já foi levantado pela Iniciativa Liberal/Açores, que pediu esclarecimentos ao Governo Regional