Quase metade das empresas de Santa Maria total ou parcialmente encerradas em maio

Quase metade das empresas da ilha de Santa Maria  "ainda se encontravam total ou parcialmente encerradas em maio" devido à pandemia e os empresários têm perspetivas "negativas para os próximos meses", segundo um estudo divulgado esta terça-feira.



Os dados resultam de um inquérito da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada/Associação Empresarial das Ilhas de São Miguel e Santa Maria com o objetivo de conhecer a forma como se processou a retoma da atividade em Santa Maria, em maio, tendo em consideração que o levantamento das restrições relacionadas com a pandemia de covid-19 ocorreu no início daquele mês.

Segundo o estudo, "em maio, cerca de 40% das empresas ainda se encontravam total ou parcialmente encerradas" e naquele mês o volume de vendas foi "inferior às expectativas de 71,4% das empresas", pois "apenas 9,5% referem que excedeu as suas expectativas".

As empresas marienses que responderam ao inquérito são micro (76,2%) e pequenas empresas (23,8%) com atividade maioritariamente no comércio (45,2%), no alojamento e restauração (21,4%) e nos serviços (16,7%).

As perspetivas dos inquiridos para os próximos meses "são negativas ou muito negativas para 83,3%" e "positivas para 16,7%", e "cerca de dois terços dos empresários marienses considera que a melhoria da atividade das suas empresas só vai ocorrer no verão de 2021".

O estudo aponta ainda que 88,1% das empresas da ilha de Santa Maria recorreram a medidas de apoio - 29,6% dos empresários recorreu a linhas de crédito, ajuda logo seguida da medida de âmbito regional de apoio à manutenção de emprego e antecipação de liquidez (28,4%.).

Recorreram ao 'lay-off' 17,3% das empresas, acrescenta o estudo da Câmara do Comércio e Indústria.

Relativamente a medidas de natureza pública que os empresários consideram necessárias para ajudar diretamente as empresas, "a sua pretensão primeira é a da transformação de créditos, total ou parcialmente, em apoio a fundo perdido, o que se conjuga com o facto de o recurso a linhas de crédito ter sido a principal opção para a maioria das empresas, o que significa um aumento do seu endividamento".

Em termos de medidas de caráter geral para apoiar a retoma da atividade económica em Santa Maria, 75% dos empresários consideram que "deve ser principalmente direcionada para as acessibilidades à ilha, para a redução das tarifas aéreas e para a sua promoção".

Durante o período de restrições à atividade empresarial, "a maioria das empresas (57,1%) não utilizou meios digitais para efeitos de marketing", alegando a "falta de recursos humanos e técnicos", avança o inquérito.


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