Açoriano Oriental
PSD/Açores vai este sábado a votos com Bolieiro como único candidato

 José Manuel Bolieiro, vice-presidente de Rui Rio na direção nacional do PSD, é o único candidato à liderança do PSD/Açores, que este sábado vai a eleições para encontrar o sucessor de Alexandre Gaudêncio.

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Foto: Eduardo Resendes
Autor: AO Online/ Lusa

O Conselho Regional do PSD/Açores marcou no fim de outubro eleições internas no partido para hoje e um congresso regional para 17, 18 e 19 de janeiro, tendo Bolieiro, também presidente da Câmara de Ponta Delgada, anunciado a sua candidatura a líder da estrutura em 14 de novembro.

O social-democrata é o único nome que vai a votos e será o sucessor de Alexandre Gaudêncio, alvo de uma investigação da Polícia Judiciária por suspeita de violação de regras de contratação pública, de urbanismo e ordenamento do território enquanto presidente da Câmara da Ribeira Grande.

Gaudêncio anunciou a sua demissão do cargo em 15 de outubro, sensivelmente um ano depois de ter derrotado Pedro Nascimento Cabral nas diretas do PSD/Açores de 2018.

Na apresentação da sua candidatura, José Manuel Bolieiro reconheceu que a estrutura partidária "vive um momento de fragilidade".

"É tempo de me colocar ao dispor dos militantes, na certeza do meu percurso feito e com a esperança de que podemos fazer melhor pelos Açores", disse.

Bolieiro acrescentou que o PSD do arquipélago – região governada pelo PS - tem nos próximos anos um período "particularmente exigente", com eleições regionais em 2020 e autárquicas e presidenciais depois.

"O PSD/Açores tem de se preparar para este ciclo político, para a democracia e para ser alternativa credível. Ser credor da confiança do povo. Os Açores precisam de uma mudança de políticas", vincou então.

De acordo com indicações de fonte social-democrata, há 45 mesas de voto na região e todas as urnas fecham às 20:00 locais (menos uma hora do que em Lisboa), variando a hora de abertura: na sede regional, em Ponta Delgada, a votação inicia-se às 10:00.

Nas eleições de 2018, Alexandre Gaudêncio recolheu 60,9% dos votos, enquanto o seu opositor, Pedro Nascimento Cabral, obteve 37,5%.

Nas eleições diretas de então participaram 2.820 militantes, um aumento de 53,8% na afluência às urnas em relação ao ato eleitoral anterior.

Alexandre Gaudêncio obteve 1.716 votos e Pedro Nascimento Cabral alcançou 1.058, tendo-se registado ainda 46 votos brancos ou nulos.



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