PSD aberto ao diálogo com outros partidos para travar violência doméstica

PSD aberto ao diálogo com outros partidos para travar violência doméstica

 

Lusa/Ao online   Nacional   9 de Mar de 2019, 13:09

O presidente do PSD, Rui Rio, disse na sexta-feira à noite que o seu partido está aberto ao diálogo com outras forças partidárias e a sociedade para encontrar as melhores medidas para travar a violência doméstica.

“Queremos juntamente com os outros partidos e com a sociedade em geral encontrar as medidas que se revelem mais necessárias para travar a violência doméstica”, disse Rio Rio, recusando “partidarizar” esta matéria.

O líder social-democrata falava aos jornalistas à margem de um jantar com mais de 500 mulheres simpatizantes e militantes do PSD, que decorreu em Oliveira de Azeméis.

Questionado sobre os projetos de lei entregues pelo PSD na sexta-feira na Assembleia da República para "melhorar a execução da lei no âmbito da violência doméstica", Rui Rio não quis entrar em detalhes, adiantando que não fazem “finca-pé” em medida nenhuma.

“Posso começar a dizer as medidas que o PSD propõe, mas quem me garante que medidas que o Governo, ou o CDS, ou o Bloco de Esquerda ou o PCP possam propor não tenham exatamente a mesma validade ou mais. Nós estamos completamente abertos a dialogar com os outros, porque isto não pode ser partidarizado”, afirmou.

Rui Rio defendeu ainda que o problema tem de ser resolvido antes de chegar aos tribunais, considerando que a GNR, a PSP, o Ministério Público, as escolas e os hospitais “não têm tido a atuação exata que devem ter para evitar ou travar essa violência”.

“Quando chega ao tribunal, a violência está feita. Há só que castigar. Nós temos de atuar muito antes”, disse, mostrando-se também muito preocupado com a violência sobre os idosos e as crianças.

O presidente do PSD considerou também que continua a haver razões para assinalar o Dia Internacional da Mulher, porque “ainda existem desigualdades decorrentes fundamentalmente de aspetos de ordem cultural”.

“A sociedade vai evoluindo. Hoje está melhor do que estava nesse espeto há dez anos atrás, mas ainda não está como deve estar”, disse Rui Rio, defendendo que é preciso refletir sobre o que ainda falta cumprir para haver uma igualdade plena de oportunidades.

No início do jantar, todos os participantes cumpriram um minuto de silêncio pelas mulheres que “são quase diariamente vítimas de violência e assassinatos”, como referiu o presidente da secção local do PSD, Ricardo Tavares.



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