PS/Congresso: Militantes querem partido modernizado mas "que volte aos princípios de origem"


 

Lusa / AO online   Nacional   10 de Set de 2011, 18:22

O secretário-geral do Partido Socialista, António José Seguro, promete a “modernização do partido”, mudança bem-vista pelos militantes que pretendem, no entanto, que se “volte aos princípios de origem” do partido, “consolidados” na imagem do punho erguido.

No XVIII Congresso Nacional do Partido Socialista a imagem do punho erguido aparece novamente, agora sem a rosa.

Militante socialista desde os 18 anos, André Vilarinho, agora com 19, vê no punho uma “imagem de diferenciação”.

“É uma imagem de diferenciação face ao atual governo. Uma fação mais a esquerda", esclarece.

Já para o "jovem" de 60 anos Manuel Gomes, “simpatizante há muitos anos mas militante apenas há três”, o punho cerrado “transmite a força que a esquerda tem que ter em Portugal. Uma esquerda liberal”.

Com o símbolo desde 1975 como pano de fundo, o “punho socialista”, António José Seguro prometeu sexta-feira “modernizar o PS”.

“Temos que trabalhar mais e melhor na modernização do partido. Há muito, mesmo muito a mudar no nosso PS. Prometi-vos mudança e vamos fazê-la. Modernizar o PS é uma questão de atitude e de vontade política” afirmou Seguro, no discurso de abertura do congresso.

Mas modernizar como? “Uma adaptação à modernidade”, responde Manuel Gomes.

“É um debate que todos temos que fazer para encontrarmos soluções para fazer esta modernização e acolher novos militantes. Para puxar todos aqueles que querem um socialismo diferente do que tem sido feito”, explana o militante.

Também para a ex-secretária de Estado da Reabilitação Idália Serrão a modernização “é um trabalho de todos” mas António José Seguro “protagoniza um novo ciclo para o partido e para todos os portugueses”.

Isto porque, sublinha, Seguro garante "uma nova linha que tende a estar junto das pessoas. A modernização do PS passa muito pela abertura do partido às pessoas”.

Modernizar “sim” mas ainda há “entraves”, reconhece André Vilarinho.

“Tem que haver uma grande abertura. Os mais velhos que já têm um grande estatuto tendem a achar que o estatuto traz outras mais valias. É preciso passar os ideais do partido socialista”, defende.

No entanto, concordam estes militantes, mesmo modernizado é preciso que o partido “volte aos princípios de origem” pois o PS, lembra Idália Serrão, “é um partido com princípios muito claros e valores que estão sempre a nortear o trabalho dos dirigentes do partido”.

Para esta militante “se renovar significar também consolidar os princípios, o punho está na nossa génese”.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.