PS/Açores quer trabalhar com outros partidos para devolver verbas a trabalhadores das Lajes

O líder do PS/Açores assumiu o compromisso de trabalhar com o seu partido no plano nacional, e com outras forças políticas, visando repor aos antigos trabalhadores das Lajes os valores cortados pelo fator de sustentabilidade nas suas pensões



Francisco César, que reuniu hoje, na sede do PS/Açores, em Ponta Delgada, com o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Alimentação, Bebidas e Similares, Comércio, Escritórios e Serviços, Hotelaria e Turismo dos Açores (SITACEHT), recordou que os ex-trabalhadores “hoje reivindicam que os valores do período que tiveram de penalização possam ser efetivamente devolvidos, porque o fator de sustentabilidade já não está a ser aplicado”.

“O nosso compromisso é de trabalhar com as restantes forças políticas, e com o PS a nível nacional, para que possa ser efetivamente devolvido”, afirmou o dirigente.

Entre 2015 e 2023, às pensões dos antigos trabalhadores da Base das Lajes, na ilha Terceira, foi aplicado o fator de sustentabilidade, estando nesta situação cerca de 500 trabalhadores.

Francisco César abordou também com o sindicato a contaminação dos solos da ilha Terceira, tendo sido sugerido que, no âmbito da Comissão Técnica Independente criada pelo parlamento dos Açores, seja “alargado o seu espetro” a outros materiais perigos para além dos hidrocarbonetos.

A Comissão Técnica Independente destina-se a fiscalizar, acompanhar e avaliar ambiental e sanitariamente a descontaminação de solos e aquíferos ligados à Base das Lajes e à Praia da Vitória.

Pretende-se ainda que “os antigos trabalhadores possam também ser alvo deste estudo”, uma vez que os trabalhos já realizados sobre a matéria tiveram como alvo pessoas já mortas, segundo o dirigente socialista.

Francisco César adiantou que “foi manifestada disponibilidade para, no âmbito da Assembleia da República, também junto do Governo, iniciarem-se diligências para que (…) possa também fazer um estudo epidemiológico de possíveis impactos na saúde pública da presença da base”.

Identificada em 2005 pelos próprios norte-americanos, a contaminação foi confirmada, em 2009, pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), que monitoriza desde 2012 o processo de descontaminação.


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