Em comunicado, o conselho de ilha do Corvo considera que a manutenção, programada e obrigatória, da embarcação THOR B deveria ter sido “devidamente planeada e acautelada com a antecedência necessária” e acompanhada de "soluções alternativas eficazes" que assegurassem a continuidade do abastecimento marítimo, evitando constrangimentos à população e aos agentes económicos locais no transporte de bens essenciais e de mercadorias.
“Tratando-se de uma intervenção previsível e programada, era expectável que o Governo Regional, enquanto entidade responsável por esta matéria, tivesse assegurado previamente soluções alternativas eficazes que garantissem a continuidade e a regularidade do abastecimento marítimo da ilha, o que não aconteceu”, critica aquele órgão consultivo.
No seu comunicado, o conselho de ilha apela às entidades competentes para que esclareçam as medidas previstas para o período de manutenção da THOR B, nomeadamente quanto aos meios de transporte disponíveis, a programação das ligações e a duração estimada desta situação.
O conselho de ilha solicita ao Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) o aumento das ligações marítimas à ilha, de forma a permitir o reforço das reservas de bens essenciais e mercadorias, preparando o Corvo para “fazer face às necessidades dos meses de inverno”.
Defende, igualmente, a criação de um apoio específico aos agricultores afetados pelo “impedimento de embarque das suas produções”, bem como o enchimento dos reservatórios de combustível e de gás da ilha, de modo a acautelar as necessidades da população.
Outra das propostas apresentadas passa pela realização de uma escala na Horta, ilha do Faial, para minimizar os constrangimentos no transporte marítimo.
O conselho de ilha do Corvo reafirma a importância de "um abastecimento marítimo regular e previsível" e defende que as especificidades da ilha devem ser devidamente consideradas no planeamento e na execução das soluções a adotar pelo Governo Regional.
A Força Aérea Portuguesa transportou no sábado três toneladas de bens essenciais para a ilha do Corvo, nos Açores, “minimizando os constrangimentos sentidos na mais pequena ilha do arquipélago nas últimas semanas”.
O abastecimento marítimo regular à ilha do Corvo tem estado condicionado pelo estado do mar e por o navio THOR B estar em manutenção programada obrigatória.
Segundo um comunicado divulgado no sábado pela Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, a Força Aérea Portuguesa assegurou “com sucesso”, o transporte de bens essenciais para a ilha do Corvo, a mais pequena dos Açores, situada no grupo Ocidental do arquipélago.
“A operação garantiu a reposição do abastecimento da população, através do transporte de três toneladas de mercadorias essenciais, incluindo produtos congelados, fruta e legumes, minimizando os constrangimentos sentidos na mais pequena ilha do arquipélago nas últimas semanas”, indicou.
Por outro lado, o Governo dos Açores assegurou, na terça-feira, através da Atlanticoline, o transporte de mercadorias de primeira necessidade recorrendo à lancha Ariel, o que permitiu "o transporte de mais de 400 kg em viagens regulares e de 900 kg numa viagem extraordinária dedicada exclusivamente a esse fim".
A Secretaria Regional adiantou ainda que estava prevista, para quarta-feira, por solicitação do Governo dos Açores, uma operação da Força Aérea Portuguesa, para a entrega de três toneladas de mercadoria, mas "a aeronave que efetuaria esse transporte sofreu uma avaria técnica".
Na quarta-feira, o líder do PS/Açores responsabilizou o Governo Regional pela falta de planeamento que deixou a ilha do Corvo sem abastecimento marítimo regular de mercadorias, alertando para implicações no fornecimento de bens essenciais e transporte.
