Segundo um comunicado do partido, o grupo parlamentar socialista reuniu-se, em Ponta Delgada, com empresários, transitários, empresas de comercialização de pescado e outros operadores económicos que se dedicam à exportação, que “estão a sofrer na pele com os aumentos de taxas que, em alguns casos, rondam os 400%”.
Das várias preocupações apresentadas pelos empresários, o partido destaca a criação de novas taxas sobre a carga, de “natureza cumulativa e com valores mínimos considerados desproporcionais e sem justificação clara”.
“A isto acresce a redução do horário para entrega de cargas e a imposição de novas restrições no acesso ao terminal, medidas que estão a dificultar a operação das empresas e a agravar os custos de atividade”, referiu.
Para Carlos Silva, citado na nota, “é preocupante que o Governo Regional não responda sequer às preocupações dos empresários”.
“Passaram mais de cinco meses e continuam sem qualquer resposta e sem soluções para aumentos desta dimensão”, aponta.
O socialista referiu que este agravamento de custos está a afetar um setor estratégico da economia açoriana, que "já enfrenta dificuldades acrescidas”.
“Estamos a falar de um setor que tem vindo a ser duplamente penalizado, quer pela inércia do Governo [Regional], quer pelos aumentos de taxas completamente desajustados, que colocam em causa postos de trabalho e a capacidade exportadora da região”, vincou.
O vice-presidente do grupo parlamentar socialista açoriano defende a “intervenção urgente” do Governo Regional, “quer na resposta às reivindicações dos empresários, quer na articulação com a SATA, no sentido de mitigar o impacto destes aumentos”.
“Se não houver soluções, quem vai sofrer são as empresas, os trabalhadores e todo um setor exportador fundamental para a economia dos Açores”, concluiu.
