Projeto quer prevenir violência no namoro

Projeto “Cultivar o Amor”, que foi apresentado na Escola Secundária de Lagoa, é uma iniciativa de prevenção primária da violência no namoro dirigida a alunos do ensino profissional



A Câmara Municipal de Lagoa associou-se à Escola Superior de Saúde da Universidade dos Açores para apresentar, na Escola Secundária de Lagoa, o projeto “Cultivar o Amor”, uma iniciativa de prevenção primária da violência no namoro dirigida a alunos do ensino profissional, que visa promover relações de intimidade baseadas no respeito, na igualdade e no bem-estar emocional.

De acordo com nota enviada à comunicação social, o projeto é dirigido a alunos do ensino profissional e tem como objetivos a adoção de relações interpessoais saudáveis no contexto do namoro, o aumento do nível de literacia dos jovens relativamente à prevenção primária da violência no namoro, a promoção da reflexão e discussão sobre as características de uma relação de namoro saudável e a redução dos níveis de legitimação de comportamentos violentos, nomeadamente nas dimensões avaliadas pela Escala de Avaliação da Violência no Namoro (EAVN).

Na ocasião, a vereadora Graça Costa afirmou que a implementação do projeto pela Escola Superior de Saúde na Escola Secundária de Lagoa “constitui uma mais-valia estratégica no âmbito das políticas locais de saúde, particularmente na área da saúde mental. A sua implementação não só se revela pertinente para a prevenção da violência no namoro, como é também essencial para a redução de situações de violência em contexto familiar.”

Segundo município, que se refere a estudos realizados pela APAV em 2019 e 2020, a violência no namoro apresenta uma expressão significativa em Portugal, tanto ao nível das situações efetivas de violência como na sua legitimação social, o que reforça a necessidade de intervenção precoce junto dos jovens. 

Evidencia ainda que o Estudo Nacional sobre a Violência no Namoro em 2026, efetuado pela UMAR, evidencia que, a nível regional, dos jovens participantes, 64,5% identificaram como forma de violência com maior legitimação o controlo (52,8%), a perseguição (33,3%), a violência psicológica (28%), a violência através das redes sociais (14,6%), a violência sexual (14,4%) e a violência física (7,1%).

Neste sentido, esta iniciativa alinha-se diretamente com as orientações e objetivos definidos no Plano Municipal de Promoção e Proteção dos Direitos das Crianças e Jovens, reforçando a aposta do município na prevenção como medida fundamental no combate à violência doméstica, acrescenta a mesma nota. 

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