Presidentes russo e norte-americano marcam encontro

Presidentes russo e norte-americano marcam encontro

 

Lusa/AO Online   Internacional   18 de Dez de 2008, 10:22

 O Presidente russo, Dmitri Medvedev, deverá encontrar-se com o homólogo norte-americano, Barack Obama, depois de tomar posse a 20 de Janeiro, anunciou hoje na capital russa o chefe da diplomacia russa.

   “No passado dia 08 de Novembro, quando de uma conversa telefónica... eles acordaram organizar uma cimeira depois da cerimónia de investidura do Presidente Obama”, declarou Serguei Lavrov ao receber o senador republicano norte-americano Richard Lugar.

    Segundo Lavrov, Moscovo está pronto a examinar, de forma sincera e num espírito de parceria, todas as questões que opõem a Rússia e os Estados Unidos.

    “A Rússia está pronta e esperamos que a nova administração de Washington esteja igualmente disposta, a examinar qualquer dossier com base no respeito mútuo de interesses e no sentido de encontrar respostas mutuamente aceitáveis”, sublinhou.

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia considerou que a visita de Richard Lugar a Moscovo inscreve-se no processo de continuidade das relações russo-americanas.

    “Estamos interessados em que as abordagens, os princípios e os mecanismos de cooperação fixados na declaração de Sotchi sejam aplicadas consequentemente”, sublinhou Lavrov, acrescentando que “é necessário reforçar a parceria em todos os domínios”.

    Num artigo publicado no Anuário Diplomático de 2008, obra acabada de publicar em Moscovo, o ministro russo constata uma “crise de confiança” nas relações entre a Rússia e os Estados Unidos.

    “A história das relações russo-americanas conhece numerosas situações agudas, mas houve períodos piores”, escreveu, precisando que: “hoje, as nossas relações não atravessam o período mais simples, há diferenças de princípio nas abordagens de toda uma série de problemas internacionais, mas o principal, como assinalou o Presidente Dmitri Medvedev, há uma crise de confiança”.

    Lavrov considerou que “sem o restabelecimento da confiança não se poderá realizar as possibilidades existentes para edificar uma interacção bilateral construtiva a longo prazo”.

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