Eleições/Madeira

Presidente do Governo dos Açores diz que colaboração é para continuar

Presidente do Governo dos Açores diz que colaboração é para continuar

 

Lusa/AO Online   Regional   23 de Set de 2019, 14:34

O presidente do Governo Regional açoriano, Vasco Cordeiro, considerou esta  segunda-feira, que “há todo um trabalho que deve ser feito e continuará” no âmbito das relações bilaterais entre as regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

“Há todo um trabalho que pode e deve ser feito e que continuará”, declarou Vasco Cordeiro, que lidera nos Açores um governo socialista, na sequência de uma audiência concedida à nova direção do Grupo Desportivo Comercial, na residência oficial do executivo, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

O PSD venceu domingo as eleições legislativas regionais da Madeira, com 39,42% dos votos, mas perdeu, pela primeira vez, a maioria absoluta, elegendo 21 dos 47 deputados, depois de apuradas todas as freguesias.

De acordo com informação disponibilizada pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, o PS obteve 35,76% e elegeu 19 deputados.

O CDS-PP, com 5,76% dos votos e três deputados, foi a terceira força política mais votada, seguido pelo JPP, com 5,47% e também três parlamentares.

A CDU conquista um lugar, depois de alcançar 1,80% dos votos.

Mais nenhum partido conseguiu eleger deputados para a Assembleia Legislativa da Madeira, que tem um total de 47, tendo sido a abstenção de 44,49%.

Para Vasco Cordeiro, estas foram eleições que ”decorreram de forma serena e tranquila, com os resultados que são conhecidos”, iniciando-se agora “todo um trabalho a partir da realização desse ato eleitoral”.

Apesar de os Açores terem um governo socialista e a Madeira um executivo social-democrata, em janeiro de 2016 as duas regiões, que estiveram durante “muitos anos de costas voltadas”, quando Carlos César e Alberto João Jardim lideravam os respetivos executivos, decidiram unir esforços num primeiro encontro que decorreu no arquipélago açoriano.

Vasco Cordeiro e Miguel Albuquerque têm vindo a reunir pontualmente e a concertar posições em dossiês relevantes para ambas as regiões autónomas relativas ao relacionamento com o poder central, bem como no quadro das regiões ultraperiféricas e no contexto da sua presença nas instituições comunitárias e órgãos europeus de representação das regiões.


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