Em 2025, o Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) registou 1.501 dadores e 1.878 dádivas de sangue. Os dados foram avançados ontem por Fátima Oliveira, diretora do Serviço de Hematologia, no Dia Nacional do Dador de Sangue.
Relativamente aos restantes hospitais da Região, foi anunciado que, ao longo do ano de 2026, serão reconhecidos 1.467 dadores, com a atribuição de medalhas e diplomas previstos no Estatuto do Dador de Sangue dos Açores. A informação foi divulgada por José Manuel Bolieiro, presidente do Governo dos Açores, que também marcou presença na cerimónia.
Quanto às reservas de sangue atuais no HDES, Fátima Oliveira refere que se encontram estáveis, no entanto, é importante garantir a sua manutenção: “Daí a necessidade contínua de termos pessoas disponíveis para este ato altruísta”, afirmou.
A responsável sublinha que nunca há dadores em excesso, trata-se de uma necessidade permanente do Serviço de Hematologia: “Há sempre pessoas que, por diferentes motivos, deixam de poder doar. Ao mesmo tempo, o número de doentes tende a aumentar, o que exige uma renovação constante da lista de dadores”, explicou.
Existem também períodos do ano em que as reservas podem ser mais reduzidas, normalmente coincide com a época de férias: “Não é que haja mais necessidade de sangue, mas sim menos disponibilidade por parte dos dadores, que também têm as suas vidas. As épocas festivas e de férias acabam por ser momentos de maior carência”, acrescentou.
Durante a cerimónia, José Manuel Bolieiro deixou uma mensagem de reconhecimento a todos os que contribuem com este gesto solidário. Destacou o ato altruísta da doação, feita de forma anónima, e sublinhou a importância de agradecer publicamente a quem ajuda sem saber quem beneficia.
Para Fátima Oliveira, a sensibilização é essencial para atrair novos dadores: “É importante promover valores como o humanismo e a solidariedade. Hoje é o outro que precisa, mas amanhã podemos ser nós”. Assim, manter este espírito de comunidade e de entreajuda é fundamental.
