Presidenciais: Gouveia e Melo quer política de segurança baseadas em dados e não em perceções

O candidato presidencial Gouveia e Melo afirmou que a política de segurança deve basear-se em dados e não em perceções, manifestou-se preocupado com alguns tipos de criminalidade, mas defendeu que Portugal é um país seguro.



Esta posição sobre a situação de Portugal em termos de segurança interna foi assumida pelo ex-chefe do Estado-Maior da Armada após ter visitado quartéis da GNR e da PSP – iniciativas em que não esteve acompanhado por repórteres de imagem.

“Portugal é um país bastante seguro, o quarto ou o sétimo do mundo. E temos de nos manter assim”, declarou, apontando a seguir, porém, que as forças de segurança e militares “estão com dificuldades” em termos de recrutamento.

Neste contexto, Gouveia e Melo advogou que o “Presidente da República deve transmitir tranquilidade” aos cidadãos, apesar de existirem “pequenos sintomas” relacionados com delinquência juvenil, gangues, criminalidade ligada à droga e “também a entrada de dinheiro sujo”.

“Temos de estar atentos a esses fenómenos e também ter uma preocupação com a violência doméstica. A violência entre géneros não pode acontecer. Temos de mudar isso”, reforçou.

Interrogado sobre a existência de uma alegada perceção de crescente insegurança em Portugal, o almirante contrapôs que “qualquer decisão deve ser baseada em factos e dados, não em perceções”.

“Os dados não indicam um excesso de violência, nem um aumento da violência na nossa sociedade”, apontou.

De acordo com Gouveia e Melo, os dados indicam, “em termos pontuais, alguns tipos de violência que se deve combater, entre as quais a violência doméstica”.

“Portugal é um dos países mais seguros do mundo e os políticos têm de olhar para os dados, não para impressões”, reforçou.

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