SATA/ Privatização

PPM diz que também o Governo Regional e a transportadora tinham documentação

PPM diz que também o Governo Regional e a transportadora tinham documentação

 

Lusa/Ao online   Regional   10 de Nov de 2018, 10:36

O PPM/Açores disse esta sexta feira que, além dos deputados da comissão de inquérito ao setor público, também membros do Governo Regional e da SATA tinham a documentação divulgada que motivou a anulação do concurso de privatização da transportadora.

"A tentativa de imputar isto à comissão acho que é uma vergonha. O documento pode ter sido remetido por diversas entidades. Pela SATA, dentro da empresa, por membros do parlamento e por membros do Governo Regional. Posso dizer que pela representação do PPM não foi", vincou à agência Lusa o deputado único do PPM na Assembleia Legislativa dos Açores, Paulo Estêvão.

Em causa está a anulação do concurso da privatização de 49% da Azores Airlines (a operação da transportadora aérea SATA para fora do arquipélago), o que sucede após a divulgação de documentos que causaram um "sério dano ao grupo SATA e aos Açores", anunciou hoje o Governo Regional.

Sobre "a questão mais importante", a anulação do concurso, o parlamentar monárquico acusa o Governo dos Açores e a transportadora de "mentirem" aos deputados, apontando "várias contradições entre os documentos" divulgados "e o que foi dito" pelos responsáveis políticos e da empresa.

"Este concurso estava morto. O Governo [Regional]estava pura e simplesmente a ganhar tempo para não assumir o fracasso que foi esta operação de privatização", sublinhou Paulo Estêvão.

O deputado revelou também que vai apresentar uma proposta para que os partidos com assento parlamentar se reúnam extraordinariamente para debater o tema, uma vez que o próximo plenário, no fim deste mês, é dedicado às propostas de Plano e Orçamento para 2019, e apenas em dezembro, de acordo com o calendário previsto, esta matéria poderia ser debatida pelos deputados.

O presidente do Governo dos Açores, o socialista Vasco Cordeiro, mostrou-se hoje dececionado com a divulgação de informação "confidencial" em torno do processo de alienação de 49% da Azores Airlines, frisando que este "é um caso de polícia".

"A partir de agora isto é um caso de polícia. Será apresentada queixa, porque julgo que configura crime aquilo que foi feito", disse Vasco Cordeiro aos jornalistas.

A RTP/Açores citou nos seus serviços informativos documentos privados da comissão de inquérito do parlamento regional ao setor empresarial público, indicando que não havia uma proposta formal apresentada pelos islandeses da Icelandair, única entidade qualificada para a segunda fase da alienação, mas sim o intuito de abrir um período de negociações com a SATA.

"O Governo [Regional] não escondeu nada, forneceu informação à comissão como era sua obrigação, explicou por que razão a informação que ali estava era sensível (...), havia um acordo de confidencialidade entre as duas empresas e o facto é que oito dias depois isto está nos jornais", afirmou Vasco Cordeiro.




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