Portugal vai superar metas ambientais de Quioto


 

Pedro Morais Fonseca - Lusa / AO online   Nacional   24 de Set de 2007, 22:05

O primeiro-ministro afirmou hoje que Portugal superará em 2012 as metas de limitação da poluição ambiental previstas no protocolo de Quioto e considerou que os EUA estão a evoluir em matéria de combate às alterações climáticas.

Em declarações aos jornalistas, após ter discursado na Conferência de Alto Nível das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, José Sócrates disse que Portugal assumiu já "metas mais ambiciosas do que as definidas dentro da União Europeia" (UE).

Na perspectiva de Sócrates, em matérias como as energias renováveis, "Portugal está na linha da frente da Europa, tendo já 39 por cento da sua energia eléctrica com base renovável".

"Nas energias a partir do vento e da água está no centro nacional da produção de energia", sustentou o actual presidente em exercício da UE, antes de referir que também ao nível dos biocombustíveis as metas de Portugal "são mais ambiciosas" do que as de Bruxelas.

"As nossas metas não só garantem o cumprimento dos objectivos inerentes ao protocolo de Quioto, como também projecta para além de 2012 uma eficiência energética e uma economia baseada em fontes de energia alternativas", advogou.

Interrogado sobre a possibilidade de falhar um futuro acordo global em torno das alterações climáticas por os Estados Unidos não subscreverem um compromisso a esse nível, Sócrates manifestou-se optimista em relação ao comportamento da administração de Washington.

"A resistência norte-americana a qualquer compromisso sobre metas ambientais já foi maior. Os Estados Unidos encontram-se em evolução, precisamente porque há uma liderança da UE neste domínio", considerou o primeiro-ministro.

Na perspectiva de Sócrates, a administração de Washington e as autoridades de muitos dos Estados norte-americanos "estão progressivamente interessados em responder ao problema do aquecimento global".

"Não é possível um compromisso global sobre o maior problema que se coloca à humanidade com os Estados Unidos de fora. Nos próximos tempos, haverá certamente uma grande cooperação entre a UE e muitos dos governadores dos Estados norte-americanos neste domínio", disse.

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