Portugal no topo das políticas de integração


 

Lusa/AO online   Nacional   15 de Out de 2007, 16:35

Portugal é o segundo país de uma lista de 28 (25 estados-membros da UE, Canadá, Noruega e Suíça) com melhores políticas de integração de migrantes, especialmente no "acesso ao mercado de trabalho", "reagrupamento de famílias" e políticas contra a discriminação.
   As conclusões pertencem ao estudo "Index de Políticas de Integração de Migrantes 2006", ao qual a agência Lusa teve hoje acesso e que será apresentado terça-feira em Lisboa, um trabalho feito por um consórsio de organizações europeias, lideradas pelo British Council e pelo Migration Policy Group (Grupo de Políticas de Migrações) em Bruxelas.

    No topo da tabela surge a Suécia, com uma média de 88 pontos (em 100 possíveis) em seis itens de análise: "Acesso ao Mercado de Trabalho", "Reagrupamento Familiar", "Residência de Longa Duração", "Participação Política", "Aquisição de Nacionalidade" e "Antidiscriminação".

    Portugal surge num segundo lugar destacado, com 79 pontos, seguido da Bélgica (69 pontos), Países Baixas (68 pontos) e Finlândia e Canadá (em quinto lugar ex aequo, com 67 pontos).

    No global, os estados-membros da UE estão a fazer apenas metade do que poderiam fazer para melhor integrar os migrantes, consideram os investigadores do consórcio de 25 organizações europeias (em Portugal a parceira é a Fundação Calouste Gulbenkian).

    O estudo faz um "ranking" das políticas destinadas a integrar os cerca de 21 milhões de migrantes em 25 Estados-membros (bem como no Canadá, Noruega e Suíça), analisando 140 indicadores que incluem: direitos dos imigrantes no local de trabalho, oportunidades para se fixarem de forma permanente no país-destino, leis de combate ao racismo e à discriminação e possibilidade de reunificação de famílias.

    De acordo com o documento, em "Participação Política" Portugal fica no sexto lugar (com 79 pontos) e em "Acesso ao Mercado de Trabalho" fica ex aequo com a Espanha (ambos com 90 pontos).

    Em "Reagrupamento familiar" Portugal fica em segundo lugar, com 84 pontos, e em "Residência de Longa Duração" fica em quinto lugar ex aequo com Reino Unido, Polónia, Itália e Dinamarca (todos com 67 pontos).

    No que toca a "Aquisição de Nacionalidade" Portugal surge em terceiro lugar, com 69 pontos, e em medidas contra a discriminalção fica em segundo lugar, com 87 pontos.

    Nos piores lugares da tabela surgem a Eslováquia e a Grécia (40 pontos de média), Áustria e Chipre (com 39 pontos) e Letónia (30 pontos).
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