Em comunicado conjunto, a Federação das Pescas dos Açores, a Associação dos Comerciantes do Pescado dos Açores (ACPA) e a Pão do Mar — Associação dos Industriais de Conservas dos Açores consideraram que o setor está sob “uma pressão acumulada sem precedentes”, resultante da conjugação de decisões estruturais e de fatores externos que estão a “comprometer seriamente” a sua sustentabilidade económica e competitividade.
Entre os principais focos de preocupação, as organizações apontam a proposta de revisão do tarifário da Lotaçor, S.A., atualmente em consulta pública, que classificam como “um agravamento muito significativo dos custos de contexto” suportados pelos operadores. As três entidades criticam a ausência de “qualquer estudo de impacto económico e social independente” que fundamente as alterações propostas, advertindo que a medida representa “uma transferência direta de encargos para o setor”.
As organizações acusam ainda o Governo Regional de promover “a desorçamentação” dos custos públicos à custa da fileira. “O setor do pescado dos Açores não tem margem para suportar mais aumentos, mais incerteza e mais instabilidade”, afirmaram, em comunicado.
Os aumentos das taxas de handling praticadas pela SATA Air Açores são outro dos pontos contestados, por estarem a provocar “um agravamento expressivo dos custos de transporte”, com impacto direto na competitividade do pescado açoriano tanto no mercado regional como nos mercados de exportação.
