Pentágono protesta junto de Pequim por navio bloqueado em Hong Kong


 

Lusa / AO online   Internacional   29 de Nov de 2007, 09:08

O Pentágono apresentou quarta-feira um protesto formal à China pela sua recusa em autorizar uma visita planeada de um porta-aviões norte-americano ao porto de Hong Kong.
"Manifestámos oficialmente o nosso desagrado com o incidente", disse o secretário de imprensa do Pentágono, Geoff Morrell, aos jornalistas.

Morrel adiantou que o adido militar de Pequim em Washington foi chamado ao Pentágono para aceitar o protesto do vice-secretário da Defesa responsável por esta região. Morrel qualificou-o de "protesto formal, oficial, uma queixa", pela recusa em autorizar o Kitty Hawk e os seus navios de escolta a entrar a semana passada no porto.

" Não recebemos até hoje uma explicação suficiente ", sublinhou Morrell.

A Casa Branca indicara antes que o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Yang Jiechi, tinha dito ao presidente George W. Bush que a decisão chinesa resultava de um mal-entendido.

"Estas proibições de acesso ao porto de Hong Kong ocorrem há dezenas de anos e já foi recusada a entrada dos nossos navios em várias ocasiões mas por razões claras, por exemplo, depois do bombardeamento (da embaixada da China) em Belgrado", recordou.

"Desta vez não parece que haja essa razão. É lamentável", concluiu.

O Kitty Hawk, que está habitualmente fundeado perto de Tóquio, foi forçado a regressar mais cedo ao Japão quando as autoridades chinesas barraram à última hora a entrada no porto de Hong-Kong do porta-aviões. Centenas de familiares dos marinheiros que seguiam a bordo do Kitty Hawk tinham voado do Japão para passar o fim-de-semana de Acção de Graças em Hong Kong mas tiveram de regressar depois da recusa chinesa.

Mais tarde, as autoridades chinesas disseram que o Kitty Hawk podia entrar no porto quando o porta-aviões já tinha deixado a zona rumo ao Japão mas este não voltou.

A China recusou também a entrada no porto de Hong Kong a dois draga-minas norte-americanos que procuravam evitar uma tempestade tropical e abastecer-se de combustível, lamentou terça-feira o almirante Gary Roughead, chefe das operações navais norte-americanas.

Reagindo a informações da imprensa segundo as quais a China terá agido assim em reacção à venda de armas norte-americanas a Taiwan, o porta-voz do Pnetágono sublinhou que " esta venda estava prevista há meses " e que não foi discutida durante os encontros com os chineses por ocasião da recente visita oficial a Pequim do secretário da Defesa, Robert Gates.

O Pentágono informou em meados de Novembro o Congresso de um projecto de venda de armas no valor de mil milhões de dólares a Taiwan, em particular equipamentos destinados a melhorar o sistema de defesa antimíssil Patriot adquirido por Taiwan.

Antes mesmo do anúncio oficial deste projecto, Pequim disse que se tratava de um "mau sinal" enviado a Taiwan e ao seu presidente pró-independentista Chen Shui-bian.

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