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Papa Francisco faz apelo veemente ao cessar-fogo

O Papa Francisco apelou hoje com veemência para um cessar-fogo no conflito entre Israel e o Hamas, pedindo que seja garantido o acesso a ajuda humanitária em Gaza e que os reféns israelitas sejam libertados pelo grupo islamita palestiniano.

Papa Francisco faz apelo veemente ao cessar-fogo

Autor: Lusa /AO Online

"Cessem o fogo! Cessem o fogo! Cessem o fogo! Parem, irmãos e irmãs. A guerra é sempre uma derrota", disse e repetiu com veemência, por várias vezes, o líder da Igreja Católica.

O apelo do Papa Francisco foi feito após rezar a oração dominical do Angelus, da janela do Palácio Apostólico e diante de milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano.

Da mesma forma, o pontífice voltou a pedir que “em Gaza, em particular, se deixe espaço para garantir a ajuda humanitária” e instou à libertação imediata dos reféns.

"Não desistamos. Continuamos a rezar pela Ucrânia, também pela grave situação na Palestina e em Israel e pelos outros territórios em guerra", afirmou.

Francisco agradeceu também aos fiéis que seguiram na sexta-feira passada o dia de oração e jejum para invocar a paz, que foi concluído com uma missa especial celebrada na Basílica de São Pedro e na qual o Papa disse que o mundo vive “uma hora de escuridão”.

O líder da Igreja Católica teve, esta semana, uma conversa telefónica com o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, na qual expressou a posição da Santa Sé sobre a situação na Terra Santa, “esperando que se possa conseguir uma solução de dois Estados e um estatuto especial para a cidade de Jerusalém", informou o Vaticano.

O grupo islamita palestiniano Hamas atacou Israel no dia 07 de outubro, provocando a morte de mais de 1.400 pessoas. Também 229 pessoas foram sequestradas e permanecem nas mãos do grupo islamita desde então.

Após o ataque, Israel respondeu com bombardeamentos e incursões terrestres na Faixa de Gaza, que é controlada pelo Hamas.

Um total de 7.703 pessoas morreram em Gaza e 18.967 ficaram feridas pelos bombardeamentos que Israel realizou desde há três semanas.



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