Papa e quatro presidentes latino-americanos em lista dos mais influentes do mundo

Papa e quatro presidentes latino-americanos em lista dos mais influentes do mundo

 

Lusa/AO online   Internacional   10 de Dez de 2013, 11:27

O papa e os presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, do México, Enrique Peña Nieto, da Colômbia, Juan Manuel Santos, e do Uruguai, José Mujica, estão entre os 100 pensadores mundiais mais influentes, indica hoje a revista Foreign Policy.

 

A lista dos "100 pensadores globais" de 2013, incluída na edição de dezembro da revista, apresenta o papa Francisco, Peña Nieto, Santos e Mujica na categoria de "Responsáveis pela tomada de decisões", enquanto Rousseff surge no grupo daqueles que lutam como "O Estado de Vigilância" (a espionagem dos Estados Unidos).

A presidente brasileira destaca-se "por enfrentar Washington e espiões" e partilha esta categoria com o ex-assessor dos serviços secretos norte-americanos Edward Snowden, considerado influente "por expor o alcance da espionagem governamental".

Dilma Rousseff, que este ano criticou a agência de segurança nacional norte-americana (NSA) na ONU, não teve dúvidas em "criticar abertamente os Estados Unidos", com um ímpeto que "se apoia no passado de revolucionária de esquerda" e por um descontentamento com o imperialismo, partilhado com os homólogos do continente, de acordo com a revista Foreign Policy (FP).

O papa Francisco surge nesta lista "por levar a Igreja Católica para o século XXI", e "dar vigor e relevância a uma Igreja vista como cada vez mais desligada do mundo".

Os "pequenos gestos de humildade" e "visão ampla" do argentino Jorge Bergoglio pedem à Igreja Católica que "volte às suas raízes ideológicas, sublinhando a importânica do serviço e da amabilidade", destaca.

A revista destaca a atuação de Enrique Peña Nieto, que "abalou as instituições moribundas do México", com uma "cascata de reformas" na polícia, educação, telecomunicações e indústria energética e por se aproximar da oposição e conceder-lhe "um verdadeiro poder".

E considera que Peña Nieto está a escrever uma "história de transformação" que inclui a luta contra o narcotráfico, coordenando "esforços de segurança através de todas instituições e dando destaque ao crescimento económico e investimento estrangeiro", o que veio "fortalecer os laços com Washington", garante.

A Foreign Policy indica que o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, "arriscou tudo para acabar com a guerra civil no país" ao lançar conversações de paz com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que já resultaram em acordos sobre terras e participação política.

Apontando que "a resistência à ofensiva de paz de Santos está a crescer", revista considera que "se não conseguir, Santos vai perder, seguramente, a reeleição, mas um êxito poderá levar a Colômbia à paz pela primeira vez em meio século", refere.

A FP elogia José Mujica "por redefinir a esqueda na América Latina". Meses depois da morte do presidente da Venezuela Hugo Chávez, "o movimento encontrou um novo e inesperado pioneiro em José Mujica", que "pôs em marcha uma experiência de liberalismo social, sem precedentes na região".

No artigo cita-se a legalização do aborto durante o primeiro trimestre da gravides, no final de 2012, a aprovação do casamento homossexual, em maio passado, e a iminente legalização da marijuana, uma medida de "recusa da guerra contra as drogas liderada pelos Estados Unidos" e que Mujica "espera ver estender-se a outros países".

Na lista surgem ainda personalidades como a reitora da Universidade Autónoma das Honduras, Julieta Castellanos, o presidente do Irão, Hassan Rohani, e a chanceler alemã, Angela Merkel, entre outras.


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