Volta a Portugal

Pacheco consegue vitória "incrível"

Pacheco consegue vitória "incrível"

 

Lusa/AO   Outras modalidades   17 de Ago de 2008, 19:15

Depois de dois segundos lugares, nas duas primeiras etapas da Volta a Portugal em bicicleta, o espanhol Francisco Pacheco  conseguiu uma “vitória incrível”
Pacheco venceu ao sprint a 4ª etapa da prova, em Viseu, classificando-a de “muito dura, nervosa e rápida” e com “uma chegada perigosa, com muitas curvas e rotundas”, mas já não contou com a presença da namorada, que regressou a Espanha, mas tem ainda o apoio “dos pais e dos primos”. 
“Espero que não tenha dado má sorte. Ela, depois de Castelo Branco, foi embora. Mas, já falei com ela, ou melhor, não falei nada, porque eles viram-me na televisão e estavam a festejar como loucos e a brindar com cidra. Quase não consegui falar, nem ouvir nada”, explicou Pacheco, que hoje “roubou” a Danilo Napolitano (Lampre) a camisola branca dos pontos.
O líder da prova Rui Sousa (Liberty) considerou “um prémio justo” e “uma recompensa merecida” chegar ao “fantástico” dia de descanso da Volta a Portugal com a camisola amarela vestida.
“Vai ser mais um dia, mas um dia diferente, porque não tenho de pensar nos quilómetros da etapa, nas montanhas, nem nos ataques dos colegas”, afirmou Rui Sousa, garantindo “lutar” com “todas as forças para aguentar cada dia que passa.”
Rui Sousa pretende “manter a liderança o máximo de tempo possível e, se possível, até ao fim”, reiterando a “motivação muito grande” que camisola amarela lhe confere “para ir até ao limite”.
“Dei o máximo para estar mais perto de Rui Sousa e o mais longe possível do, mas, provavelmente vou tentar ganhar esse tempo onde tenho mais facilidade, no contra-relógio”, sublinhou David Blanco (Palmeiras-Tavira), segundo classificado na geral, a 01.02 minutos da amarela de Rui Sousa, reconhecendo que “não esperava estar tão bem na subida à Torre”.
O vencedor da Volta a Portugal em 2006, que à chegada se colou a Guerra quando este atacou, para “evitar que ganhe mais tempo, para evitar problemas com os muitos e fortes adversários da Liberty e do Benfica”, frisou ainda que está “preparado para a luta”.
Apesar de reconhecer que Blanco está “em forma”, o director desportivo da Palmeiras-Tavira, Vidal Fitas, sublinhou o objectivo de manter as diferenças temporais.
“Se chegarmos com muito mais tempo ao contra-relógio, será impossível. Nós queremos dar luta, mas não sabemos se as coisas chegam ao último dia como estão agora”, disse Vidal Fitas, manifestando preocupação “não só com o Guerra, mas também com o Rui Sousa, o Nuno Ribeiro e o Koldo Gil”.
Segundo Hector Guerra (Liberty), que hoje atacou no final e ocupa o terceiro lugar na geral a 2.00 minutos do líder, a “próxima semana também vai ser dura” e a 7ª etapa poderá ser ter influência na classificação final da prova.
“Vamos ver como acontece, para ir lutando pouco a pouco. Santo Tirso também é um dia importante, vamos ver como vão as forças”, explicou Guerra à chegada.

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