Desta vez, o teto do edifício cedeu, o que deixa a segurança do imóvel devoluto em risco, assinala o Comandante dos Bombeiros Voluntários da Ribeira Grande.
Eram 13h40 quando a telefonista dos Bombeiros Voluntários da Ribeira Grande recebeu o alerta: a antiga esquadra da PSP, na rua do Ouvidor, freguesia de Conceição, estava novamente em chamas. Para o local, foram enviadas oito viaturas(das quais dois autotanques), com 22 bombeiros destacados para atacar as chamas. No local também estiveram agentes da PSP da Ribeira Grande.
Em declarações ao Açoriano Oriental, o Comandante da corporação ribeira-grandense, José Nuno Moniz, explica a complexidade da operação.
“Trata-se de um edifício devoluto, de grande volumetria, com três pisos, sendo que a separação dos pisos é feira de madeira, o que torna complicado combater um fogo desta natureza”.
À chegada ao local, os bombeiros verificaram que o fogo estava no último piso: sendo que não há energia elétrica no edifício, tudo aponta que tenha sido fogo posto.
O combate às chamas demorou mais de duas horas (foi dado extinto às 16h00), não tendo alastrado às moradias circundantes. Há a registar uma bombeira que precisou de ser assistida devido à inalação de fumo, “mas já se encontra recuperada”, assinala José Nuno Moniz.
O incêndio, contudo, causou mais danos estruturais ao edifício devoluto, com a cobertura a colapsar, o que levanta questões de segurança, segundo o Comandante dos Bombeiros Voluntários da Ribeira Grande.
“Todo o peso do telhado no último andar coloca em risco, na minha opinião, a própria estrutura do edifício e a segurança para as pessoas que possam passar no local e para as casas vizinhas”.
Razão pela qual José Nuno
Moniz diz ter informado o presidente da Câmara Municipal da Ribeira
Grande, Jaime Vieira, enquanto responsável máximo pela proteção
civil municipal, para que seja solicitada uma visita ao local por parte
de entidades credenciadas, para aferir “a segurança do edifício para as
casas vizinhas e para a população”.
