A Câmara Municipal do Nordeste explica que as chuvas que ocorreram no passado dia 29 provocaram um “aumento significativo” do caudal da Ribeira do Guilherme, que arrastou para o mar uma “grande quantidade de detritos naturais, sedimentos e matéria orgânica”.
Através da sua página oficial do Facebook, o concelho refere também que as correntes marítimas acabaram por devolver parte desses materiais à zona costeira onde se localizam as Piscinas da Boca da Ribeira.
A autarquia recorda ainda que as piscinas são abastecidas diretamente por água do mar, tratando-se de uma infraestrutura balnear natural que “está sujeita às condições atmosféricas e marítimas que não podem ser controladas por intervenção humana”.
O comunicado prossegue dizendo que, todos os anos, antes do início da época balnear, são realizados trabalhos de manutenção, reparação e melhoramento das piscinas e das respetivas estruturas de apoio, de modo a garantir as melhores condições de utilização para residentes e visitantes.
“Ao longo da época balnear, as piscinas são regularmente esvaziadas e limpas, sendo igualmente assegurada a manutenção permanente dos espaços envolventes”, assegurou a autarquia.
A Câmara garante também que os “vigilantes e restantes colaboradores” desenvolvem diariamente um “trabalho contínuo” na limpeza e conservação das zonas circundantes, bem como na higienização dos balneários, duches e demais infraestruturas de apoio aos banhistas.
O comunicado esclarece ainda que a presença ocasional de areia, algas e outros elementos naturais é normal deste tipo de ambiente.
“A coloração da água e a acumulação excecional de detritos observadas nos últimos dias resultam diretamente das condições meteorológicas adversas verificadas recentemente e não da falta de limpeza do espaço”.
O
município afirma que continuará a realizar as intervenções necessárias
para assegurar as melhores condições possíveis, dentro das
características de uma infraestrutura balnear natural.
