A prestação de Rafael Botelho no XV Rali Vinho do Pico, oitava e penúltima prova do Campeonato dos Açores de Ralis (CVAR), não deixou o piloto satisfeito, apesar do terceiro lugar alcançando no final da prova organizada pelo Pico Automóvel Clube.
A exibição pouco consistente do tetracampeão dos Açores das 2 Rodas Motrizes (2RM) foi o motivo pelo qual o piloto do Team Além Mar não faz um balanço totalmente positivo da prova picarota.
“Um lugar no pódio é sempre bom, fica para a história, é mais um rali terminado e são mais pontos somados. Claro que o objetivo era ter tido uma prestação melhor, podíamos até ter terminado no mesmo lugar, mas ter dado mais luta e rodado mais perto. Era isso que queria, foi para isso que trabalhamos”, declarou Rafael Botelho, citado em nota de imprensa da Rafamotorsport.
Nas estradas de asfalto picarotas, Botelho não conseguiu andar ao nível do vencedor e do segundo classificado - concorrentes com viaturas da mesma classe -, Gustavo Silva e Pedro Câmara, respetivamente, vincando, todavia, que estes momentos também “fazem parte de um campeonato, de uma carreira e do que é a vida desportiva de um atleta”.
“Sempre usei dias menos bons como aprendizagem, por isso estou convicto que serei competitivo como sei ser e como tenho a obrigação de ser na próxima prova”, assume o terceiro classificado absoluto do CAR e segundo da tabela entre as 2RM.
A prova da “ilha montanha” fica, também, marcada como um virar de página na carreira do piloto de 32 anos, já que o resultado obtido por Pedro Câmara permitiu-lhe sagrar-se campeão dos Açores das 2RM de 2026, sucedendo curiosamente a Rafael Botelho.
Embora o estatuto de campeão em título só “desapareça” após a conclusão do campeonato, o foco e a atenção de Rafael Botelho já estão virados para o 2.º Rali d’Angra 47.º Ilha Lilás, a 13 e 14 de novembro, na ilha Terceira, prova do Terceira Automóvel Clube.
“Agora só me resta trabalhar da melhor maneira para terminar o ano condignamente na última prova”, vincou o piloto do Peugeot 208 Rally4.
