A Academia de Juventude e das Artes da Ilha Terceira e no Auditório do Ramo Grande acolhem mais um edição do festival literário Outono Vivo que este ano irá dar continuidade à celebração do 125º aniversário do nascimento de Vitorino Nemésio.
O Outono Vivo 2026 contará com a presença de cerca de “meia centena de autores nacionais e regionais, cerca de uma centena de editoras e chancelas na Feira do Livro (cuja organização e gestão estará a cargo da Letras Lavadas), de 20 mil títulos e 40 mil livros e de um programa literário e cultural atrativo”, adiantou Vânia Ferreira, presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, na apresentação do evento.
O festival literário vai contar com as presenças de autores, tais como Inês Pedrosa, João Tordo, Maria João Avillez, Conceição Calhau, Pedro Chagas Freitas, Miguel Monjardino, Urbano Bettencourt, Adolfo Mesquita Nunes e Francisco Moita Flores.
Um dos elementos de destaque na edição deste ano é a vida e obra de Vitorino Nemésio, dando, assim, continuidade à celebração do 125º aniversário do seu nascimento promovida pela autarquia. Desta forma, terá lugar a apresentação da “biografia do autor destinada ao público infantojuvenil, uma edição da Câmara Municipal que visa dar a conhecer Nemésio aos mais novos. É um trabalho com textos de Diana Zymbron e ilustrações de Luís Cardoso, que será apresentado no dia 31. Nesse mesmo dia, teremos ainda a apresentação do livro “De ilha a ilha… duas décadas de trocas epistolares entre Vitorino Nemésio e Afonso Lopes Viera”, da autoria de Cristina Nobre”, explicou a autarca.
Outra iniciativa ligada a Nemésio tem lugar a 11 de novembro, com uma palestra intitulada “Corsário das Ilhas – memória e identidade insular”, que conta com Urbano Bettencourt. Haverá ainda um concerto sobre o autor levado a cabo pela Filarmónica das Fontinhas, intitulado “Onde a Terra se Faz Memória”.
Vânia Ferreira disse também na galeria da Academia de Juventude e das Artes da Ilha Terceira, estará patente uma exposição evocativa da vida e obra de Nemésio, com “destaque para toda a sua produção literária nas primeiras edições de cada livro”.
O Outono Vivo2026, conta com um programa que abrange não só a apresentação de livros e conversas, mas também alguns concertos e espetáculos, nomeadamente o concerto de João da Ilha e Evandro Meneses, no bar da AJAIT, no primeiro dia de evento.
Está previsto uma conversa com Carla Paiva, presidente da Médicos do Mundo) e António Cambim, presidente da Frateruno; a exibição do filme “Other Mommy”.
Destaque para a peça de teatro “O Chão Começou-me a Faltar”, com encenação de Lúcia Moniz, que sobe ao palco do Auditório do Ramo Grande no dia 1 de novembro. A noite do dia 3 de noite é dedicada à poesia.
A noite do dia 5 de novembro, decorre a iniciativa Diálogos da Maré, com o tema “Nova Linguagem, Novo Mundo: O louco de Deus no fim do mundo”, (de Javier Cercas), contará com José Júlio Rocha, Carlos Correia, Carmo Rodeia e Joel Neto, numa parceria da autarquia com o Seminário de Angra do Heroísmo e a Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro. Ainda neste dia será apresentado a edição fac-simile comemorativa dos 100 anos das “Ilhas Desconhecidas”, de Raúl Brandão, numa conversa entre José Júlio Rocha e Diniz Borges.
A Noite da Diáspora ocorrerá a 6 de novembro, sob o tema “Cartografias da Saudade: escrever a distância, habitar a memória”, com Onésimo Teotónio de Almeida e Diniz Borges e moderação de José Andrade.
No sábado, dia 7 de novembro tem lugar o Passeio turístico-literário de Vitorino Nemésio.
Do vasto programa do Outono Vivo faz parte ainda a apresentação da Revista Atlântida, do Instituto Açoriano de Cultura, por Rogério Sousa e Álvaro Dâmaso; uma mesa redonda intitulada “Para Lá das Colunas de Hércules: a descoberta dos Açores e a primeira globalização”, com Carla Devesa, José Guilherme Reis Leite, Francisco Maduro Dias e Maria Velasquez, e moderação de Cláudia Cardoso. O momento resulta de parceria com a Estrutura de Missão para a Comemoração dos 600 anos da Descoberta dos Açores.
