Açoriano Oriental
Congresso/CDS
Não podemos ter cinco Joacines no parlamento”, diz Ribeiro e Castro

O ex-presidente do CDS José Ribeiro e Castro aconselhou este domingo os parlamentares a “acatar as orientações e a linha do partido”, porque os centristas “não podem ter cinco Joacines no parlamento”.


Autor: AO Online/ Lusa

“Os deputados são a partir de hoje os intérpretes da esperança da mudança” pela qual o partido se pronunciou no congresso “e o CDS agradece-lhes isso”, disse em declarações à Lusa Ribeiro e Castro, ao referir-se ao facto de os deputados da atual bancada não terem apoiado o líder da Juventude Popular, Francisco Rodrigues dos Santos, para a presidência do partido e sim o candidato derrotado, João Almeida.

O ex-presidente do CDS, que se manifestou a favor da mudança num breve discurso no Congresso, embora não expressando concretamente o seu apoio ao candidato vencedor no 28º Congresso do partido, foi taxativo ao afirmar que “os deputados são representantes da direção do partido, não são líderes do partido”.

No sábado, primeiro de dois dias do congresso, Francisco Rodrigues dos Santos, também conhecido por “Chicão”, convidou Cecília Meireles a manter-se como líder parlamentar no caso de ele vencer as eleições, mas a deputada manifestou o seu apoio a João a Almeida, em quem disse reconhecer “a garra, a irreverência” para liderar o partido.

O líder da Juventude Popular foi o número dois da lista do CDS no Porto às eleições legislativas, logo a seguir a Cecília Meireles. Na sua intervenção, esta agradeceu a Rodrigues dos Santos, “do fundo do coração”, a campanha que fizeram juntos.

Para Ribeiro e Castro, se Rodrigues dos Santos mantiver a sua proposta a Cecília Meireles e esta não aceitar, “esse gesto funcionará contra ela". "O desejável e responsável é ter uma boa relação de trabalho”, concluiu.

A moção de estratégia de Francisco Rodrigues dos Santos foi a mais votada ontem, com 671 votos (46%), num universo de mais de 1.400 votantes. A segunda mais votada foi a de João Almeida, com 562 votos (39%), e a terceira a de Filipe Lobo d'Ávila, com 209 (14%) disseram à Lusa fontes do partido.

Lobo d´Ávila aceitou, entretanto, o lugar de vice-presidente na direção do futuro líder.



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