Crise financeira

Ministro confia nas empresas para evitar mais desemprego

Ministro confia nas empresas para evitar mais desemprego

 

Lusa/AOonline   Economia   9 de Out de 2008, 15:37

O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social manifestou-se confiante na capacidade das empresas portuguesas para limitar ao máximo os danos provocados pela actual crise financeira, nomeadamente no que se refere ao desemprego.
"Estamos a assistir, em muitas zonas do mundo, a fenómenos de crescimento do desemprego, temos uma expectativa positiva de que a economia portuguesa assim como foi capaz de nos últimos anos recomeçar a criar emprego tenha a capacidade de limitar ao máximo os danos que possam advir dessa área", disse Vieira da Silva.

    O ministro do Trabalho falava à margem de uma conferência sobre "Direito do Trabalho - A reforma da legislação laboral", organizada pela Universidade Católica do Porto.

    Ainda em relação às previsões de aumento do desemprego, o ministro lamentou não dispor de "uma palavra mágica" para impedir que a turbulência que se vive se reflicta na economia real, ou seja na vida das empresas e na vida das pessoas, mas considerou que a resposta "depende muito da nossa actuação colectiva".

    "Depende da nossa capacidade de promover desenvolvimento e de manutenção das nossas empresas e em particular daquelas que criam mais emprego como as PME's", disse.

    Isso justifica, acrescentou Vieira da Silva, "a opção do Governo de investir na promoção de novas medidas de apoio ás pequenas e médias empresas, com a preocupação do seu crescimento, mas também obviamente com a preocupação do emprego".

    No âmbito da sua intervenção sobre a reforma das relações laborais, o ministro do Trabalho disse que a "preocupação maior" do Governo é "defender aqueles que são mais frágeis através da criação e promoção de emprego".

    "Essa é sempre a nossa preocupação e foi com essa perspectiva que elaboramos esta proposta de reforma, ou seja, criar mais e melhor emprego", sublinhou.

    Sobre as críticas dos sindicatos, o ministro considerou que "nunca há uma reforma que agrade a todos" mas, frisou: "Não conhecemos melhor proposta que esta para atingir os nossos objectivos".

    "Procuramos promover a adaptação das empresas, promover a criação de emprego e combater a excessiva precariedade que existe hoje no nosso mercado de trabalho. É um novo compromisso que pode criar um patamar mais ambicioso de desenvolvimento económico e social do país", disse.

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