Ministra da Presidência aponta redução da taxa de pobreza monetária para 10%

A ministra da Presidência destacou que o Programa Nacional de Reformas prevê uma redução da taxa de pobreza monetária para 10% e um aumento do peso das exportações para 53% no PIB até 2030.



Esta posição foi transmitida por Mariana Vieira da Silva em plenário, na Assembleia da República, na apresentação do Programa Nacional de Reformas, tendo ao seu lado os ministros das Finanças, Fernando Medina, e Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes.

“As nossas metas passam pela erradicação da pobreza, reduzindo a taxa de pobreza monetária para 10%, e apoiar a competitividade das empresas de forma a alcançar um peso de 53% das exportações no Produto Interno Bruto até 2030”, declarou a ministra da Presidência.

Mariana Vieira da Silva defendeu que o Programa Nacional de Reformas “responde à conjuntura, ao mesmo tempo que cria condições para o desenvolvimento económico baseado na prosperidade partilhada”.

“É evidente que o programa não contém aquilo que algumas bancadas chamam de reformas, mas que sempre se traduziram em cortes e em empobrecimento. Contém antes as reformas que o país precisa e que o povo português sufragou pelo voto”, declarou o titular da pasta da Presidência numa crítica às bancadas dos partidos à direita do PS.

Na sua intervenção, Mariana Vieira da Silva defendeu que o Programa Nacional de Reformas pretende responder “à preservação da capacidade produtiva do país, à proteção dos mais vulneráveis e à defesa contra o aumento dos preços”.

“Apresenta-se uma resposta de médio e longo prazo focada em objetivos orientados para a aceleração da mudança do modelo de desenvolvimento económico, social e territorial do país, baseado na redução das desigualdades, no conhecimento, na sustentabilidade, na tecnologia e na inovação”, apontou.

Neste contexto, Mariana Vieira da Silva destacou duas linhas de ação inerentes ao Programa Nacional de Reformas, começando pela questão do crescimento económico.

“As linhas de ação de política económica, social e territorial conhecem avanços significativos. No crescimento económico, tendo em conta a trajetória de crescimento sustentada com a União Europeia e a melhoria dos indicadores relacionados com investigação e desenvolvimento. No mercado de trabalho, com o aumento do peso relativo das remunerações no PIB, através da manutenção de níveis próximos do pleno emprego e pela melhoria da qualidade do emprego”, acrescentou.


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