Menos mortes nas estradas


 

Lusa/AOonline   Nacional   16 de Nov de 2008, 19:54

O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, disse hoje no Autódromo do Algarve que até agora há a registar nas estradas portuguesas menos 93 mortos que em igual período do ano passado, o que representa uma diminuição de 13 por cento.
 De acordo com Rui Pereira, no Algarve essa diminuição foi ainda mais evidente, com um decréscimo de 26 mortos em relação a 2007, o que significa menos 42 por cento, e de 111 feridos graves, menos 44 por cento.

    O governante falava hoje no Autódromo do Algarve, durante a cerimónia do “Dia da Memória” - que evoca as vítimas nas estradas -, e que se iniciou com uma “Marcha pela paz nas estradas”, de Faro até ao autódromo, com cerca de 500 motos.

    Centenas de motociclistas partiram ao início da tarde do Governo Civil de Faro rumo ao autódromo, num barulhento desfile a que se foram juntando “motards” de outros pontos do Algarve.

    Empunhando bandeiras onde se podia ler “Não faça da estrada uma pista” e “A segurança depende muito de si”, as centenas de motociclistas contribuíram, assim, para a acção de sensibilização dos riscos nas estradas.

    O ministro da Administração Interna aproveitou para lembrar que há mais de 20 anos havia uma média de 2.600 mortos nas estradas portuguesas, número que se pensava ser quase impossível reverter, mas que acabou por diminuir.

    Para exemplificar, recordou os números de 2006, ano em que morreram 850 pessoas nas estradas portuguesas, cerca de um terço do número de mortos registado há cerca de 20 anos, sublinhou o ministro.

    Em 2007, o número manteve-se relativamente inalterado e em 2008, houve, até meados de Novembro, segundo Rui Pereira, menos 93 mortos e menos 535 feridos graves nas estradas.

    A principal aposta do Governo para o próximo ano no que respeita à sinistralidade é continuar a apostar em campanhas de sensibilização, de uma forma conjugada entre os vários intervenientes.

    “As políticas de segurança rodoviária são sempre de alto rendimento porque poupam vidas”, salientou, acrescentando ser necessário que conduzir se torne sinónimo de “liberdade” e não de “sofrimento”.

    Durante a cerimónia evocativa das vítimas nas estradas, cumpriu-se um minuto de silêncio em sua honra e dezenas de balões brancos foram largados no recinto do Autódromo do Algarve.

    Os motociclistas que se uniram no desfile que percorreu a Estrada Nacional 125 até ao autódromo tiveram a oportunidade de experimentar o circuito, assim como o ministro da Administração Interna, embora de carro.

    Na cerimónia do “Dia da Memória” estiveram ainda presentes os representantes das principais forças de segurança do Algarve, a Governadora Civil de Faro e o presidente da Câmara de Portimão.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.