“Além das infrações relacionadas com a falta de inspeção periódica obrigatória, a PSP detetou, desde o início do ano, um total de 72.979 contraordenações rodoviárias e 4.153 crimes rodoviários”, afirmou a Polícia de Segurança Pública, em comunicado.
De acordo com a PSP, os números (ainda provisórios) resultam da intensificação das ações de prevenção e fiscalização realizadas em todo o território e refletem “uma tendência preocupante”.
Circular sem a inspeção periódica obrigatória não só implica coimas que podem variar entre 250 euros e 1.250 euros, como representa “um risco acrescido para a segurança rodoviária”, uma vez que veículos sem condições técnicas adequadas podem apresentar “falhas graves” nos sistemas de travagem, direção, iluminação ou pneus, contribuindo para acidentes com consequências graves ou fatais, alertou a PSP.
Este ano, registaram-se 19.018 acidentes na estrada, com 30 mortes e 253 feridos graves, além de 5.267 feridos ligeiros.
Os acidentes com vítimas mortais ocorreram nos distritos de Braga (uma vítima), Coimbra (cinco), Lisboa (13), Porto (três), Santarém (duas), Setúbal (duas) e nas Regiões Autónomas dos Açores (uma) e da Madeira (três).
A PSP lembrou que a inspeção pode ser realizada nos três meses antecedentes à data limite constante no certificado de matrícula e aconselhou os condutores a fazerem o agendamento atempadamente nos centros autorizados.
Recomendou também uma verificação do veículo antes da inspeção, por forma a confirmar o estado de pneus, travões, suspensão e sistemas de iluminação, entre outras funções.
Para viagens longas, aconselhou pausas a cada duas horas.
Não utilizar o telemóvel durante a condução, respeitar os limites de velocidade e adaptar a condução às condições meteorológicas e ao estado da via foram outros conselhos deixados pela PSP, neste contexto.
