Mais de 2.000 ME resgatados de fundos de investimento portugueses em Setembro


 

Lusa / AO online   Economia   8 de Out de 2007, 17:33

Os investidores tiraram 2.053 milhões de euros de euros dos fundos portugueses de investimento mobiliário no mês de Setembro e o volume de subscrições ficou aquém da média mensal, revelaram os dados oficiais hoje anunciados pela associação do sector APFIPP.
    "Verificou-se, no mês em análise, um volume de subscrições de 989,8 milhões de euros, que compara com a média mensal de 1.475,4 milhões de euros, enquanto o valor dos resgates foi de 2.053,3 milhões de euros", refere o relatório relativo a Setembro da Associação Portuguesa dos Fundos de Investimento, Pensões e Património.

    Não só as subscrições líquidas foram negativas em mais de mil milhões de euros, com os fundos de tesouraria e obrigações a serem os mais penalizados, como o volume de resgates é bastante superior à media mensal, de 1.647,7 milhões de euros, nos primeiros nove meses do ano.

    Em Agosto, quando a crise no mercado de crédito começou a ser mais visível, os resgates tinham já superado a média mensal.

    Com o elevado volume de resgates registado em Setembro, os montantes sob gestão dos 283 fundos geridos pelas sociedades nacionais desceu para 28,019 mil milhões de euros, o montante mais baixo deste ano e que traduz um decréscimo de 3,8 por cento relativamente a Agosto.

    No acumulado do ano, as subscrições líquidas estão negativas em 1.610 milhões de euros.

    Em Setembro, as categorias de fundos mais penalizadas foram as de obrigações (subscrições líquidas negativas de 408 milhões de euros) e fundos de tesouraria (422 milhões de euros).

    Os fundos de acções sofreram subscrições líquidas negativas de 103 milhões de euros, mas no acumulado do ano o saldo é ainda positivo, em 187 milhões de euros.

    Entre os fundos de acções nacionais, as subscrições foram de 27 milhões, enquanto os resgates ascenderam a 67 milhões de euros, pelo que o saldo negativo ficou-se pelos 40 milhões de euros.

    As sociedades gestoras com maiores quotas de mercado foram bastante afectadas, destacando-se a Santander Gestão de Activos, com quedas de 5,5 por cento no mês mas apenas de 0,4 por cento na variação desde o inicio do ano, a Caixagest, com menos 3,8 por cento na variação mensal, mas ainda positiva no ano, e a gestora do Millennium Bcp, com quedas de 3,8 por cento no mês e 16 por cento no acumulado.

    A pior prestação é da BPN Gestão de Activos, do Banco Português de Negócios, que no mês de Setembro tem um saldo negativo de 9,9 por cento e no acumulado do ano está já com uma descida de 18,9 por cento do montante de activos sob gestão.
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