Açoriano Oriental
Mais de 12 mil pessoas aguardam por cirurgias programadas

As listas de espera por uma cirurgia programada nos Açores tinham no final de 2019 mais de 12.000 utentes, sendo o caso mais antigo o de uma pessoa inscrita há oito anos, segundo o Governo Regional.

article.title

Foto: Eduardo Resendes/Arquivo AO
Autor: Lusa/AO online

Os dados constam de uma resposta a um requerimento do PSD, na qual se dá conta de que em 31 de dezembro de 2019 havia 12.062 utentes a aguardar por uma cirurgia - 8.834 no Hospital de Ponta Delgada, 1.924 no Hospital da Terceira e 1.304 no Hospital da Horta.

De acordo com o ofício do executivo socialista, disponível na página da Assembleia Legislativa dos Açores, a pessoa que aguarda há mais tempo por uma intervenção cirúrgica no arquipélago está inscrita desde o dia 03 de janeiro de 2012, ou seja, há pouco mais de oito anos, no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada.

Trata-se de um caso para o qual foi proposta a inserção de um implante mamário e o processo foi classificado como normal, mas até hoje nunca chegou à mesa de operações, revela o documento do executivo.

O PSD tinha apresentado um requerimento no parlamento açoriano a solicitar ao Governo Regional informações sobre as listas de espera cirúrgicas na região e também dados sobre os casos que excederam os tempos máximos de espera definidos pelo Serviço Regional de Saúde e que estão ainda por resolver.

De acordo com a resposta, no caso do Hospital de Santo Espírito, na ilha Terceira, há uma pessoa inscrita desde junho de 2013, ou seja, há quase sete anos, a aguardar por uma laqueação e a uma intervenção nas veias varicosas dos membros inferiores, mas, neste caso, o procedimento operatório "tem estado condicionado pela situação oncológica do doente".

Já no Hospital da Horta, na ilha do Faial, há um doente que aguarda desde maio de 2015 - há quase cinco anos - por uma cirurgia de reparação de uma luxação recorrente num ombro.

No mesmo ofício, o Governo Regional revela que fez encaminhar para outras entidades convencionadas um total de 386 utentes, que não tiveram resposta adequada nos hospitais, a grande maioria deles (238) na especialidade de oftalmologia e outros 18 na especialidade de cirurgia plástica.


Regional Ver Mais
Cultura & Social Ver Mais
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.