Luís Amado na Albânia e Bósnia com Kosovo na agenda


 

Lusa/AO   Internacional   13 de Nov de 2007, 06:16

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luis Amado, inicia hoje uma deslocação que o levará à Albânia e à Bósnia, tendo como principal preocupação os efeitos que a definição de um futuro estatuto para o Kosovo terão para a região dos Balcãs.
Em Tirana, onde chega ao fim da tarde de hoje, Luis Amado, que efectua esta deslocação enquanto presidente em exercício do Conselho da UE, terá encontros de trabalho com o ministro dos Negócios Estrangeiros albanês, Lulzim Basha, e será recebido pelo presidente da República e pelo primeiro-ministro da Albânia.

    Na quarta-feira, já em Sarajevo, o ministro português discutirá também a situação nos Balcãs com os responsáveis locais e deverá informar-se sobre a crise governamental que a Bósnia atravessa, depois da demissão do primeiro-ministro bósnio, Nikola Spiric, na passada semana.

    A situação no Kosovo, que Luis Amado deverá discutir com as autoridades dos dois países, mantém-se num impasse, com a troika - UE, EUA e Rússia - a estudar novas propostas para apresentar, tanto à Sérvia, como aos kosovares albaneses, acerca da definição de um futuro estatuto para a ainda província sérvia.

    A Sérvia, com o apoio da Rússia, declara-se disposta a conceder um estatuto de autonomia alargada - ao estilo de Hong Kong - à sua província de maioria albanesa, mas os kosovares exigem a independência, que se dizem dispostos a reclamar após a data limite para as conversações, em 10 de Dezembro.

    Nesse dia, a troika para o Kosovo apresentará um relatório às Nações Unidas sobre o resultado da sua mediação.

    Na segunda-feira, em Lisboa, o representante da UE na troika, Wolfgang Ischinger, admitiu que o processo negocial está numa fase crítica, a menos de um mês do seu final, mas recusou-se a falar em "falhanço".

    Entretanto, o embaixador coordenador para os Balcãs Ocidentais da presidência portuguesa da UE, António Tânger Correia, declarou, também segunda-feira, que a troika poderá apresentar novas propostas na próxima reunião negocial, dia 20, em Bruxelas.
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