Taça de Portugal

Leixões eliminou Benfica na "lotaria", com Beto como herói

Leixões eliminou Benfica na "lotaria", com Beto como herói

 

Lusa/AO online   Futebol   13 de Dez de 2008, 22:11

O Leixões afastou hoje o Benfica da Taça de Portugal em futebol, ao vencer em Matosinhos no desempate por pontapés da marca da grande penalidade (5-4), após um empate a zero nos 120 minutos, em encontro dos oitavos-de-final
O Leixões qualificou-se hoje para os quartos-de-final da Taça de Portugal em futebol, ao vencer no seu terreno o Benfica por 5-4, após grandes penalidades.
O encontro, marcado por muita luta, mas por um futebol cinzento, manteve-se num teimoso 0-0 após 120 minutos de futebol e só na última grande penalidade o guardião leixonense Beto deu a passagem aos matosinhenses.
O Benfica, líder da Liga, não deu sequência à vitória por 6-0 no terreno do Marítimo e acabou por ser afastado da Taça precisamente pelo segundo classificado da competição.
O Leixões, que vinha de dois jogos sem vencer - empate com Naval 1º de Maio e derrota com o Vitória de Guimarães, para a Liga -, apresentou a equipa-tipo do treinador José Mota na presente época.
No Benfica, sem Jorge Ribeiro, Carlos Martins e Di Maria, lesionados, a grande novidade no “onze” inicial foi a inclusão do guarda-redes brasileiro Moretto, que se estreou em jogos oficiais.
Na primeira parte foi notória a desinspiração dos principais criativos de ambas as formações, o leixonense Wesley e o benfiquista Aimar.
Foi a equipa da casa quem deu o primeiro sinal de perigo, aos sete minutos: cruzamento de Hugo Morais na esquerda e Braga a rematar, muito apertado, ao lado da baliza adversária.
Os lisboetas responderam aos 25 minutos: após canto apontado por Reyes, a bola sobrou para Sidnei, que, só com Beto pela frente, proporcionou uma grande defesa ao guardião da casa.
Apesar dessa oportunidade soberana e de ter a bola em seu poder durante mais tempo, o Benfica, que abusou dos lançamentos longos para o avançado Suazo, sempre bem marcado, raramente conseguiu criar situações de apuro para o adversário.
Os leixonenses, que apostaram no contra-ataque e em lançamentos para as costas da defesa benfiquista, acabaram por ser mais rematadores, destacando-se um “tiro” de Hugo Morais, aos 36 minutos, que quase obrigava Moretto a largar a bola, perante a ameaça de Wesley.
Antes disso, aos 30 minutos, Diogo Valente tirou um bom cruzamento da esquerda, a que Braga chegou um pouco atrasado.
No segundo tempo, os nortenhos começaram melhor, criando perigo através de um contra-ataque conduzido por Braga, aos 46 minutos, mas os forasteiros foram tomando cada vez mais conta do jogo, esbarrando, porém, na entreajuda da defensiva do Leixões.
Curiosamente, os lisboetas perderam fôlego quando o treinador Quique Flores recorreu ao seu banco, fazendo entrar Balboa, aos 64 minutos, e Nuno Gomes, aos 69.
O homólogo José Mota respondeu, aos 73 minutos, com a entrada da habitual “arma secreta”, o veterano Zé Manuel, que reavivou o ataque caseiro.
Porém, foi o Benfica quem esteve perto de resolver o jogo, com um remate ao lado de Reyes, em cima dos 90 minutos, e, já em período de descontos, com um lance confuso na área leixonense, em que Nuno Gomes foi desarmado no último momento por Joel.
No prolongamento, logo aos 94 minutos, o Benfica podia ter aberto o marcador, com Balboa a não conseguir servir Suazo, após uma enorme “fífia” de Élvis.
A grande oportunidade do Leixões surgiu aos 113 minutos, quando Chumbinho, num livre frontal, atirou por cima da baliza de Moretto, mas as equipas arriscaram pouco no tempo extra.
Nas grandes penalidades, o herói foi o guarda-redes Beto, que conseguiu deter o último penalti da série inicial de cinco, apontado pelo espanhol Reyes, o único jogador que falhou um castigo máximo.

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