Médio Oriente

Israel faz ataques em larga escala contra Hezbollah no Líbano

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou que ataques aéreos em larga escala no Líbano visaram centenas de membros do Hezbollah, enquanto as autoridades libanesas reportaram dezenas de mortos e centenas de feridos



Segundo Katz, as Forças de Defesa de Israel realizaram um “ataque surpresa” contra centros de comando do movimento xiita pró-iraniano em várias regiões do país.

O governante classificou a operação como “o golpe mais duro” sofrido pelo Hezbollah desde a ofensiva que envolveu a detonação de dispositivos de comunicação em setembro de 2024.

Essa operação, atribuída aos serviços de informação israelitas, consistiu na explosão coordenada de 'pagers' e rádios utilizados por membros do grupo, causando 39 mortos e cerca de 3.000 feridos, segundo dados das autoridades libanesas.

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, ainda não reagiu formalmente às declarações, embora Israel tenha avisado que o movimento “pagará um preço elevado” pelas suas ações.

"Avisamos Naim Qassem que o Hezbollah pagará um preço muito alto por atacar Israel em nome do Irão e que também chegará a sua vez", ameaçou.

Katz elogiou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pela condução da estratégia militar, sublinhando que as operações no Líbano não estão abrangidas pelo cessar-fogo recentemente anunciado entre os Estados Unidos e o Irão.

O Exército israelita indicou que a ofensiva marca uma nova fase da campanha militar, após cerca de 40 dias de confrontos regionais ligados à guerra com o Irão.

Do lado libanês, o Governo denunciou ataques israelitas em múltiplas zonas do país, incluindo áreas urbanas, indicando a existência de “dezenas de mortos” e “centenas de feridos”.

As autoridades de Beirute referem ainda que o número total de vítimas no território libanês já ultrapassa os 1.500 mortos desde o início da escalada, a que se somam milhares de feridos.

A situação no sul do Líbano e na capital permanece volátil, com novos bombardeamentos reportados e receios de agravamento do conflito, apesar dos esforços diplomáticos em curso na região. 


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