Esta é a opinião do presidente do conselho de administração do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), Carlos Pinto Lopes.
Em entrevista à agência Lusa, o responsável disse que era notório “há muitos anos que o atual edifício do hospital não respondia às necessidades", acrescentando que o incêndio “revelou práticas de gestão que necessitavam de reforma” e "evidenciou a necessidade de se proceder a correções".
O sinistro evidenciou também “o que de melhor o HDES possui, o compromisso e a excelência dos seus profissionais com a missão do Serviço Regional de Saúde” e "o espírito de sacrifício dos recursos humanos", assinalou.
Em 04 de maio de 2024, o maior hospital dos Açores foi afetado por um incêndio que obrigou à transferência de todos os doentes para outras unidades de saúde da região, da Madeira e do continente, tendo sido construído um hospital modular junto ao edifício do HDES para assegurar a resposta dos cuidados de saúde.
O edifício do HDES será alvo de obras de recuperação e modernização.
Dois anos após o incêndio, o presidente do conselho de administração afirma que a maior unidade de saúde açoriana está hoje “melhor preparada” para “enfrentar cenários de exceção”, tendo “reforçado a integração entre os cuidados hospitalares, comunitários e o setor privado e social”.
Desde então, várias medidas foram implementadas, destacando-se uma reforma na governação e a adoção de um modelo de planeamento participado para o novo edifício, sublinhou à Lusa o responsável.
Carlos Pinto Lopes considera que, perante o incêndio, ficou demonstrada a capacidade de resiliência da instituição e dos seus profissionais.
“Sem qualquer dúvida. Se o edificado se revelou pouco resiliente, os profissionais foram exemplares. A resposta articulada do HDES, com o apoio de diversos parceiros e forças de segurança, provou que a força da instituição reside nas suas pessoas e na sua dedicação inabalável”, destacou.
O presidente do conselho de administração do Hospital de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, afirmou que o HDES "já presta cuidados diferenciados de grande qualidade", mas considerou que o futuro "exige uma instituição renovada, equipada com tecnologia de ponta, inovação e inteligência artificial".
"O nosso foco é a conjugação da obra nova com o investimento contínuo na formação e nas condições de trabalho, garantindo o hospital de excelência que os açorianos merecem", garantiu à Lusa.
Carlos Pinto Lopes sublinhou ainda que os profissionais estão a ser envolvidos no processo de reorganização e planeamento do novo HDES.
"Os serviços foram auscultados em três fases fundamentais. Em maio, o regulamento interno revisto será submetido à apreciação de todos os trabalhadores para recolha de contributos finais, garantindo que o novo modelo de gestão seja um processo partilhado por todos", sustentou o responsável.
Incêndio no Hospital de Ponta Delgada expôs fragilidades mas reforçou confiança
O incêndio em maio de 2024 no Hospital de Ponta Delgada evidenciou uma infraestrutura que “já não respondia às exigências atuais”, mas a maior unidade de saúde dos Açores está hoje "melhor preparada" para "cenários de exceção".
Autor: Lusa
