Comércio

Importações cresceram mais que exportações no 3º trimestre


 

Lusa/AOonline   Economia   10 de Nov de 2008, 11:51

As importações de Portugal com os países fora da União Europeia aumentaram 23,1 por cento e as exportações cresceram 21,3 por cento no terceiro trimestre deste ano, agravando o défice da balança comercial, revelou o INE.
A importação de combustíveis, cujos preços se agravaram nos mercados internacionais, é o principal factor de agravamento do défice da balança comercial com países terceiros, refere o Instituto Nacional de Estatística nas Estatísticas do Comércio Extracomunitário hoje divulgadas.

    As exportações subiram 21,3 por cento para 2.683 milhões de euros face aos 2.213 milhões de euros registados no terceiro trimestre de 2007.

    As importações cresceram 23,1 por cento, de 3.563 milhões de euros no terceiro trimestre de 2007 para 4.387 milhões de euros em igual período deste ano.

    Sem contar com os combustíveis e lubrificantes, as exportações cresceram 24,5 por cento para 2.350 milhões de euros e as importações subiram 6,0 por cento para 2.154 milhões de euros.

    O INE refere que o saldo da balança comercial, excluindo os combustíveis e lubrificante, regista um superavit de 196 milhões de euros, mas com os combustíveis regista um défice de 1.703 milhões de euros.

    No terceiro trimestre, os combustíveis e lubrificantes corresponderam a 12,4 por cento do total das exportações e a 50,9 por cento do total das importações.

    A avaliação mensal, desde o início do ano, revela que as importações de bens tem registado uma aceleração mais intensa do que as exportações, com excepção do mês de Setembro em que as exportações crescem mais (+26,8 por cento) do que as importações (+0,6 por cento).

    Por grandes categorias económicas, para além dos combustíveis e lubrificantes, que registaram um crescimento das importações em 45,8 por cento, também as máquinas e outros bens de capital cresceram 40,6 por cento.

    Quanto às exportações, os maiores aumentos verificam-se nas categorias do material de transporte e acessórios, que cresceu mais de 40 por cento, e nos fornecimentos industriais que subiram 36,4 por cento.

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