Segundo uma nota do executivo açoriano de coligação PSD/CDS-PP/PPM, Artur Lima participou, como orador, na qualidade de vice-presidente da Conferência das Regiões Periféricas Marítimas (CRPM), com o pelouro da energia, no seminário "Eletrificação dos sistemas regionais de energia e transportes: situação atual, desafios e vias a seguir", em Lahti, na Finlândia.
O governante, citado no comunicado, referiu que as ilhas e as Regiões Ultraperiféricas “estão na linha da frente da transição, sendo frequentemente pioneiros em sistemas energéticos isolados e micro redes”, apresentando o caso dos Açores como região que tem apostado cada vez mais na sua independência e transição energéticas.
Artur Lima alertou, no entanto, que as ilhas e demais regiões periféricas marítimas, “sem apoio específico, enfrentam o risco de ficarem isoladas energeticamente, pelo que deve ser assegurado que o afastamento geográfico não conduz à exclusão económica, nem acentua as disparidades territoriais”.
No seminário, o vice-presidente do Governo Regional açoriano abordou a eletrificação em curso nos sistemas europeus de transporte, indústria e aquecimento.
“A eletrificação já não é apenas uma componente da transição energética. É um alicerce da transformação económica da Europa sobre o qual construiremos a nossa ambição climática, a nossa competitividade industrial e, acima de tudo, a coesão territorial”, disse.
Apontou depois que esta transformação “não é abstrata”: “Concretiza-se no terreno, nos nossos portos, nas nossas cidades e nas nossas zonas rurais, apresentando desafios específicos para as nossas ilhas e Regiões Ultraperiféricas”, como é o caso dos Açores.
Perante “um aumento sem precedentes da procura, exige-se mais do que um simples acelerar de licenciamentos. Exige-se uma coordenação fundamental entre o planeamento de longo prazo e a implementação local”, salientou.
Para Artur Lima, “a eletrificação é europeia na ambição, mas local na implementação”.
O governante referiu-se também às três prioridades estratégicas definidas pela CRPM: a integração de sistemas através do reforço de redes, devendo ser considerados investimentos específicos para ilhas e regiões periféricas; a garantia do envolvimento das regiões no desenho de soluções energéticas; e a promoção de uma governação territorial que tenha em conta o contexto marítimo e as especificidades das Regiões Ultraperiféricas.
A nível europeu, “deverá ser garantido que a eletrificação reforça a coesão, e não a fragmentação, e que promove a competitividade, sem agravar desigualdades”, defendeu.
O seminário realizado na Finlândia reuniu responsáveis e especialistas dos setores da energia e dos transportes da CRPM para debater estratégias regionais e os desafios atuais e futuros.
