Açoriano Oriental
Venezuela
Guaidó pede ajuda no Fórum Económico Mundial para a oposição a Maduro

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, pediu ajuda à elite económica e política mundial reunida em Davos, na Suíça, no Fórum Económico Mundial, para a sua oposição ao regime do Presidente Nicolas Maduro.

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Foto: EPA/Miguel Gutiarrez
Autor: Lusa/AO Online

"Estamos diante de um conglomerado internacional e criminal, precisamos da vossa ajuda”, declarou Guaidó diante de dirigentes políticos e económicos de várias partes do mundo.

“Sozinhos, não podemos” enfrentar o regime do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, referiu.

"Quero dizer aos líderes que os venezuelanos permanecerão firmes, mas que não vamos compartilhar a culpa", disse.

Juan Guaidó foi apresentado pelos organizadores do Fórum Económico Mundial, que decorre em Davos, na Suíça, como "presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e reconhecido por mais de 50 países como Presidente interino" daquele país.

Guaidó disse que a Venezuela, atingida por uma das mais graves crises económicas e políticas de sua história, está a enfrentar uma "tragédia sem precedentes".

"A Venezuela não é um país em guerra, não ouvimos as bombas caírem, mas sentimos as lágrimas, a dor das mães", sublinhou.

Aos executivos das maiores empresas da Europa e do mundo, o presidente do órgão legislativo venezuelano disse que entre as ações concretas que podem tomar para ajudar na Venezuela está a de “parar o comércio ilegal de ouro", que está “a destruir a Amazónia e as populações indígenas” que viviam no território.

Explicou que esse ouro ilegal - que costuma chegar a outros países "branqueado" e vendido como se tivesse sido extraído legalmente - financia "as estruturas paraestatais" do Governo de Nicolás Maduro, bem como grupos armados ilegais, inclusive aqueles que tentam boicotar o processo de paz na vizinha Colômbia.

Juan Guaidó, que foi proibido de deixar o território venezuelano, visitou a Colômbia na segunda-feira e dali partiu para um périplo por países europeus.

Depois do Reino Unido e Bélgica, para contactos ao mais alto nível, está hoje Suíça, onde está previsto reunir-se com o Presidente colombiano, Ivan Duque, um de seus grandes apoiantes.

Em Bruxelas, Guaidó, na quarta-feira, pediu às instâncias europeias mais sanções internacionais para enfraquecer o regime de Maduro e “parar a tragédia do povo”, em conferência de imprensa.

“É por isso que estamos na Europa, para tentar arranjar a maneira de parar a tragédia do povo”, disse, no Parlamento Europeu, pouco depois de uma reunião com o Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, e de encontros com grupos políticos europeus.

"Estou aqui em nome dos venezuelanos que não têm voz. Os venezuelanos estão firmes e determinados. Temos um país unido em torno da ideia de alcançar a liberdade e a democracia. Não se trata de um problema ideológico como a ditadura quer fazer crer”, afirmou, lamentando os cerca de sete milhões de pessoas em estado de emergência humanitária e outros perto de cinco milhões que já emigraram.


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