Governo regional recusa contratar mais professores pela falta de alunos e situação económica

Governo regional recusa contratar mais professores pela falta de alunos e situação económica

 

Lusa/AO online   Regional   14 de Out de 2011, 21:51

A secretária regional da Educação e Formação, Cláudia Cardoso, recusou hoje “as pretensões” do Sindicato Democrático dos Professores para a empregabilidade de docentes porque “a situação económica e a falta de alunos” não o permite

“A redução para vinte no número de alunos por turma não é possível, porque isso implicava um aumento significativo de recursos humanos que neste momento não podemos assegurar, além de que a nível nacional aumentaram as turmas de 25 para 26 alunos”, explicou.

Cláudia Cardoso garantiu que “na região a turma média se situa abaixo dos vinte e cinco alunos a partir do primeiro ciclo e dos vinte alunos no pré-escolar, pelo que o número máximo de alunos por turma acontece raramente”.

A presidente do Sindicato Democrático dos Professores, Sofia Ribeiro, revelou que “foram propostas medidas com base em duas linhas: uma de apoio social e outra na formação”.

A primeira, pelo facto de a atual situação económica das famílias não permitir a contratação no setor privado de uma ocupação dos jovens depois do horário escolar, em particular no ensino pré-escolar e do primeiro ciclo, e a segunda para garantir a qualidade da formação dos jovens.

O SDP pretende uma extensão da rede de creches sobre a responsabilidade do governo com recurso a educadores de infância e o alargamento do seu funcionamento para lá das 15 e até às 18 horas.

Cláudia Cardoso afirmou que “essa pretensão não tem possibilidade de ser generalizada por falta de recursos humanos, ainda que já decorra em alguns estabelecimentos de ensino que dispõem de elementos suficientes para realizar o prolongamento de horário”.

O aumento do número de professores, também reivindicado pelo sindicato, foi igualmente “recusado, porque neste momento verifica-se uma diminuição do número de alunos que, de acordo com um estudo, se deverá prolongar até 2021”, segundo a secretária regional.

“Por esse motivo as contratações no futuro serão, mais ou menos, idênticas às realizadas para o corrente ano letivo, o que nos permite manter um quadro de professores – 4300 – suficiente e estabilizado”, disse.

Por outro lado, o Sindicato Democrático dos Professores pretende medidas que “acautelem espaço para a permanência dos alunos que a partir do próximo ano passam a ter de frequentar o ensino obrigatório até ao 12.º ano de escolaridade”.

Sofia Ribeiro defendeu que “sejam acauteladas as infraestruturas e que as áreas de formação sejam adequadas às necessidades do mercado de trabalho, para os alunos que a partir do nono ano querem seguir a via da formação profissional”.

Cláudia Cardoso sustentou que “há infraestruturas suficientes nas ilhas, excetuando o caso de Ponta Delgada, onde as três escolas secundárias oferecem todas o mesmo programa, sendo preciso redireccioná-las para um espaço próprio e individual até, incluindo as escolas profissionais, com áreas profissionais e profissionalizantes”.


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