“Encontrando-se a matéria em causa sob inquérito judicial, o Governo Regional não pode pronunciar-se sobre os factos em apreço”, informa o executivo açoriano, em resposta a um requerimento do Chega, consultada pela agência Lusa.
A 23 de março, o Chega/Açores pediu “explicações urgentes” ao executivo sobre a operação, que investiga “suspeitas graves de corrupção, abuso de poder e favorecimento indevido com dinheiros públicos”.
No requerimento, o partido exige “esclarecimentos concretos sobre contratos, montantes envolvidos, papel das entidades públicas e eventuais responsabilidades dentro do Governo Regional”.
“A pendência do inquérito judicial impõe especiais deveres de reserva e prudência institucional, de modo a não interferir com a atuação das autoridades competentes nem com o normal desenvolvimento dos procedimentos em curso”, refere o executivo, na resposta.
A 17 de março, a Polícia Judiciária (PJ) realizou uma operação policial nos Açores e em Lisboa, no âmbito de um inquérito por “suspeitas do favorecimento de uma companhia aérea por parte de uma entidade pública” e constituiu cinco arguidos.
Em reação, no dia 24 de março, o presidente do Governo dos
Açores, José Manuel Bolieiro, garantiu “total abertura” do executivo
para colaborar com a operação “Last Call” e assegurou ter “confiança
pessoal e política” na secretária regional do Turismo, Mobilidade e
Infraestruturas, Berta Cabral.
