Venezuela

Governo estuda importação de bacalhau e azeite a preços bonificados


 

«Lusa / AO online   Economia   3 de Nov de 2007, 10:27

As autoridades venezuelanas vão analisar a inclusão do azeite e o bacalhau na listagem de produtos que podem ser importados com divisas atribuídas pelo Estado a preços bonificados.
    A revelação foi feita hoje em Caracas pelo Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor de Portugal, Fernando Serrasqueiro.

    "Expusemos a inclusão, na lista de autorização para pagamento de divisas, de dois produtos muito conhecidos na dieta portuguesa que é o bacalhau e o azeite e que gostaríamos que pudessem vir a ser incluídos porque a sua exclusão provocou algumas rupturas no mercado e além disso uma subida de preços", disse à Agência Lusa.

    Segundo aquele responsável, "são produtos que a comunidade portuguesa consome muito e têm grande peso nas exportações", frisou.

    Fernando Serrasqueiro falava à Agência Lusa à saída de uma reunião com o tenente coronel do Exército, Rafael Coronado Patiño, vice-ministro de políticas alimentárias do Ministério do Poder Popular para a Alimentação, da Venezuela.

    Explicou que durante o encontro tentaram sensibilizar as autoridades venezuelanas para a importância de incluir aqueles produtos na listagem de produtos com direitos a divisas legais (a preços preferenciais).

    "[Rafael Coronado Patiño] percebeu que não é só um problema comercial, que se traduz numa dieta, que tal como para os italianos a massa é um produto do seu consumo corrente, também para os portugueses que aqui estão e que é uma comunidade muito importante o azeite e o bacalhau são produtos de primeira necessidade".

    A reunião foi precedida por um encontro com Temir Porras, chefe de gabinete do Ministério de Relações Exteriores da Venezuela, em exercício, durante a qual ambos responsáveis passaram revista o relacionamento de Portugal e da União Europeia.

    "Da parte portuguesa há toda a conveniência para realizar convénios quer na área da dupla tributação e de problemas de natureza alfandegária, ou até do narcotráfico que já tinham sido focados e que passam pelo MNE, como também dar-lhes conta de todos os temas que eu tenho vindo a tratar em termos dos interesses dos portugueses", disse.

    Por outro lado explicou que Peter Mandelson, comissário da União Europeia para o comércio "teria escrito há algum tempo uma carta em que salientava algumas dificuldades no comércio entre a UE e a Venezuela no que respeita quer às taxas alfandegárias, às listas existentes de produtos e que criaram algum constrangimento".

    "Ele [o vice-ministro venezuelano] pediu algumas informações e nós solicitamos que nos fosse dada, à União Europeia, uma resposta pronta relativamente a essa matéria", concluiu.
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