Governo dos Açores encara 2014 com "confiança e esperança"

Governo dos Açores encara 2014 com "confiança e esperança"

 

Lusa/AO Online   Regional   9 de Nov de 2013, 14:50

O presidente do PS/Açores e do Governo Regional, Vasco Cordeiro, afirmou encarar com "confiança e esperança" 2014, dizendo que se mantém o principal desafio: criar emprego e ajudar famílias e empresas a enfrentar a conjuntura atual.

Vasco Cordeiro falava na sexta-feira à noite na Lagoa, na abertura de uma "sessão pública de esclarecimento" sobre o orçamento e plano de investimento da região para 2014, organizada pelo Secretariado de Ilha de S. Miguel do Partido Socialista.

"Se há palavras que podem sintetizar a forma com o Governo dos Açores encara este ano de 2014 são essencialmente duas: confiança e esperança. Temos condições para construir cada vez mais as soluções que ajudem as famílias e que ajudem as empresas açorianas a ultrapassar esta fase", disse Vasco Cordeiro.

O presidente do executivo regional sublinhou que "não é um caminho isento de dificuldades" ou "contratempos", mas disse ter consciência da capacidade e força de "toda a sociedade açoriana".

Numa intervenção de meia hora, começou por analisar e rever aspetos do seu primeiro ano à frente do Governo dos Açores (tomou posse a 06 de novembro de 2012), sublinhando que definiu "desde o início" como objetivo prioritário a criação e manutenção de emprego, o que influenciou as medidas tomadas em 2013 e agora a elaboração do plano e orçamento para 2014.

Referindo-se de novo aos números desta semana que dão conta do aumento da taxa de desemprego nos Açores, defendeu que "para além da espuma de alguns dados", é preciso "ter o cuidado de analisar as suas causas".

"O que estamos a implementar está a criar postos de trabalho, está a ser capaz de ajudar a economia açoriana a criar postos de trabalho?", questionou para logo de seguida responder: "O que os números dizem é que sim".

No campo das perguntas, e respostas, Vasco Cordeiro questionou também se o Governo tem de "criar condições para que isso (criação de emprego) aconteça de forma mais rápida?", e respondeu afirmativamente.

"E é nesse compromisso e é para esse objetivo que o Governo também está, obviamente, motivado e a que este plano de investimentos para 2014 pretende também dar resposta", afirmou, depois de referir que, no entanto, "a primeira conclusão" a retirar das estatíticas é a necessidade de continuar a dar prioridade a esta questão.

Outro aspeto em que o Governo está centrado, afirmou, é no apoio social, referindo medidas já anunciadas, como o aumento dos apoios e complementos dados a pensionistas, reformados e funcionários públicos.

Sublinhando várias vezes que estes desafios "do emprego e do apoio social, de ajudar a economia a arrancar, de ajudar as famílias, de ajudar as empresas em 2014 a ultrapassar esta fase" e a austeridade nacional são os mais importantes, enumerou depois outros desafios para 2014: a questão da RTP/Açores, das mudanças no serviço de transporte aéreo, o apoio e a defesa da universidade da região e a agricultura. Esta última para que mantenha a "capacidade de resistência" e continue a ajudar a economia regional a criar emprego e riqueza.

Em relação ao transporte aéreo, defendeu a sua "flexibilização" o mais possível, mas não a total liberalização, cuja defesa é "uma demagogia barata", referindo que na Madeira os residentes chegam a pagar 500 euros para ir a Lisboa. Assim, disse que a intenção do executivo regional é "a defesa de residentes e estudantes".

Ao longo da intervenção, dirigiu também críticas ao PSD, que acusou de ter "uma cara em Lisboa e outra nos Açores".

Vasco Cordeiro apontou que o PSD/Açores critica os apoios regionais à universidade ou aos pensionistas e funcionários, dizendo que são escassos, mas os seus deputados votam favoravelmente, na Assembleia da República, um Orçamento do Estado que corta quatro milhões de euros no financiamento da academia, assim como pensões e salários.


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