Governo dos Açores assegura abastecimento às Flores apesar de encerramento do porto

O Governo dos Açores assegurou hoje que o abastecimento à ilha das Flores “nunca ficará por fazer”, depois de o porto da Lajes ter sido encerrado, devido às condições meteorológicas adversas.



“O abastecimento nunca ficará por fazer. Tem é sempre sobrecustos, mas é a nossa realidade e é com essa realidade que temos de viver. As populações estão em primeiro lugar”, afirmou aos jornalistas a secretária do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, na ilha do Corvo.

Aquele porto, que foi destruído pelo furacão Lorenzo em outubro de 2019, está a ser reconstruído, mas a secretária regional avançou que a ponte cais (que tem permitido o abastecimento à ilha) “não foi danificada” pelo mau tempo de sábado.

“[O abastecimento] estará sempre garantido. Ou pela SATA, ou pela Força Aérea ou pela mutualista que tem o navio ‘Thor’. Estará sempre garantido. Sobre isso não há duvida nenhuma”, reforçou.

Berta Cabral avançou que a partir de segunda-feira um grupo de mergulhadores das Forças Armadas vai ao local realizar uma peritagem.

“Esta depressão foi muito intensa. A proteção que existia do antigo cais, que já estava parcialmente destruída, veio toda para o interior da bacia de manobra. Tudo isto tem de ser removido e limpo. Tem de haver mergulho de profissionais para fazer peritagem”, salientou.

O capitão do Porto de Santa Cruz das Flores, João Manuel Mendes Cabeças, explicou à agência Lusa que a infraestrutura portuária está encerrada desde sábado à navegação, "devido ao mau tempo", mas a forte agitação marítima "fez com que fossem arremessadas", para o interior da baía do porto, "pedras que constituíam o antigo quebra-mar".

"Por questões de segurança, mergulhadores vão realizar uma breve inspeção junto à nova ponte-cais para ver se não há nenhum obstáculo à navegação", acrescentou ainda.

O molhe do porto das Flores, o único porto comercial da ilha, ficou destruído na sequência da passagem do furacão Lorenzo, em outubro de 2019, originando constrangimentos no abastecimento à população.

Em 21 de outubro a operacionalidade do Porto das Lajes das Flores foi reposta com a primeira atracação do navio "Monte da Guia" na nova ponte-cais, entretanto construída.

Na ocasião, a empresa Portos dos Açores, responsável pela gestão portuária na região, lembrou que a conclusão da nova ponte-cais integra uma "fase intermédia" da empreitada de construção do novo molhe principal do porto, que tem "elevada complexidade técnica e permanente exposição às desafiantes" condições atmosféricas.

De acordo com a empresa, o projeto do porto para repor "definitivamente" a capacidade portuária da infraestrutura das Lajes das Flores tem previsão de lançamento de procedimento concursal "no primeiro trimestre de 2023" e a obra deverá ficar concluída "até final de 2028".

Em julho, o Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) indicou que o projeto de reordenamento e de construção do novo molhe principal do porto das Lajes das Flores permitirá triplicar a capacidade de acostagem e assegurar novas condições de operacionalidade.

Segundo o executivo açoriano, o projeto de reordenamento do porto e de construção do novo molhe "permitirá praticamente triplicar a capacidade de acostagem".



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Informação transmitida pela GNR impede tripulação de veleiros de desembarcar no porto das Lajes das Flores, mesmo sendo proveniente do espaço Schengen. Economia local pode sofrer impacto, visto que anualmente chegam, em média, cerca de 300 veleiros à ilha. Tema já foi levantado pela Iniciativa Liberal/Açores, que pediu esclarecimentos ao Governo Regional