De acordo com o centro de investigação independente, o valor global gasto em 2025 representa 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e o nível mais elevado desde 2009.
A Europa registou um aumento de 14% na despesa militar, que totalizou 737,18 mil milhões de euros, o maior desde o fim da Guerra Fria, impulsionado pelo reforço dos países da NATO e pelo apoio à Ucrânia.
Na Ásia-Oceânia, o crescimento foi de 8,1%, o mais elevado em 15 anos, com a China a consolidar-se como segunda maior potência em termos de investimento militar, atrás dos Estados Unidos.
Segundo o Instituto Internacional de Estocolmo para a Investigação da Paz (Sipri, na sigla em inglês), as despesas militares dos Estados Unidos, China e Rússia representaram mais de metade do total de gastos, com 1,26 biliões de euros.
Apesar de liderarem o ranking global, os Estados Unidos reduziram em 2025 o seu gasto em 7,5%, para um total de 813,98 mil milhões de euros, devido à ausência de nova ajuda militar à Ucrânia, embora o relatório preveja uma recuperação já a partir de 2026.
A China gastou 286,68 mil milhões de euros em equipamento militar em 2025 e a Rússia 162,11 mil milhões de euros, um aumento de 5,9%, calcula o relatório do Sipri.
A Ucrânia aumentou os gastos militares em 20%, atingindo 71,75 mil milhões de euros, o equivalente a 40% do PIB do país, que foi invadido pela Rússia em fevereiro de 2022.
O documento antecipa que o crescimento da despesa militar global deverá continuar nos próximos anos, face às tensões geopolíticas e aos compromissos de reforço assumidos por vários países.
