Numa publicação nas redes sociais, o líder do partido Tisza, que irá assumir o cargo de primeiro-ministro, declarou que os responsáveis do Fidesz terão de responder pelas suas ações.
“Não importa se agem como se nada tivesse acontecido, nós sabemos o que fizeram”, afirmou Magyar, acrescentando que “colhemos o que semeamos”, numa referência às consequências políticas do anterior executivo.
O Fidesz, liderado por Viktor Orbán, governava o país desde 2010, tendo sido derrotado nas eleições legislativas de domingo passado por uma margem de 14 pontos percentuais.
Magyar reuniu-se na quarta-feira com o Presidente húngaro e membro do Fidesz, Tamás Sulyok, a quem exigiu a demissão para acelerar o processo de formação de um novo Governo na Hungria.
O futuro chefe do executivo avisou que, caso o Presidente não se demita voluntariamente, o novo parlamento recorrerá a todos os mecanismos legais para promover a sua destituição.
Magyar anunciou ainda mudanças simbólicas na organização do poder executivo, incluindo a transferência da sede do Governo do Mosteiro Carmelita, em Buda, para onde Orbán transferiu os gabinetes governamentais em 2019, para instalações ministeriais próximas do parlamento.
A derrota do Fidesz foi interpretada como um sinal de descontentamento dos eleitores face à situação económica e à orientação internacional do Governo cessante, marcada por posições consideradas próximas da Rússia e em divergência com parceiros europeus.
Quase 80% dos cerca de oito milhões de eleitores ditaram o fim da era Orbán, cujo partido, Fidesz, elegeu 55 dos 199 deputados, com o Tisza a conquistar a maioria com 138 eleitos, a maior de sempre no parlamento húngaro.
Devido ao complexo sistema eleitoral húngaro, o partido de Magyar terá uma maioria de dois terços no parlamento, o que facilitará a realização das reformas prometidas.
