Segundo um comunicado da FAA, o aumento dos combustíveis surge “numa altura em que os agricultores enfrentam maiores encargos com os cortes da pastagem e a sementeira do milho”.
A federação alerta que os agricultores “continuam a ser confrontados com um aumento generalizado dos fatores de produção, nomeadamente fertilizantes, energia, gás, matérias-primas e transportes marítimos, enquanto se verifica uma descida do preço pago ao produtor pelo leite”.
Jorge Rita considera ser “fundamental que haja uma reflexão séria por parte das indústrias”, uma vez que, “se o preço do leite pago ao produtor continuar a baixar, a situação torna-se insustentável”.
“Perante este cenário, importa questionar como está o Governo Regional a pensar responder a esta conjuntura”, refere Jorge Rita.
Na quarta-feira, o Governo dos Açores anunciou que a redução do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) na região vai traduzir-se num aumento de 6,9 cêntimos na gasolina e 12 cêntimos no gasóleo a partir de 01 de abril.
Em declarações à agência Lusa, o secretário das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Duarte Freitas, adiantou que o objetivo do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) foi “assegurar que o impacto para os açorianos” do aumento dos combustíveis “fosse substancialmente inferior ao que acontece no plano nacional”.
Os preços do petróleo têm disparado desde o início da ofensiva militar contra o Irão, A 28 de fevereiro.
Federação Agrícola dos Açores quer medidas para o setor face à subida dos combustíveis
O presidente da Federação Agrícola dos Açores (FAA), Jorge Rita, questionou o Governo Regional sobre que medidas pretende adotar face à subida dos preços dos combustíveis
Autor: Lusa/AO Online
